Os mitos à volta da cozinha, apenas me desafiam a entrar num ambiente que sempre gostei. Comer é um prazer, um acto social. Gosto de experimentar novos sabores e novas formas de cozinhar. Recordo os cheiros e sabores da infância, assim como após as minhas viagens venho para casa tentar reproduzir ou adaptar pratos que provei de outras culturas. Ouse e surpreenda os seus convidados ou a si próprio. Cozinhe,... sem tabus!


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segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Torta de Claras e Amêndoa com Recheio de Ananás e Tamarindo



O agri do ananás e o doce do tamarindo juntaram-se hoje num manto de claras. A amêndoa une-os a todos.


Ingredientes:

8 claras
200 gr. de açúcar
150 gr. de amêndoa triturada
50 gr. de farinha de trigo
4 rodelas de ananás de conserva
1 colher de açúcar
4 tamarindos


Preparação:

Bata as claras um pouco e junte o açúcar. Mantenha a bater pelo menos dez minutos até ficarem bem firmes. Com uma colher-de-pau envolva o miolo da amêndoa (triturada) misturada com a farinha. Pode usar amêndoa com ou sem pele. Eu gosto com pele.

Leve a cozer num tabuleiro grande, rectangular, forrado com papel vegetal e untado com manteiga ou spray. Coza a 180º aproximadamente vinte minutos até estar cozida e começar ligeiramente a dourar.

Para o recheio corte as rodelas de ananás em finas lâminas, junte a parte mole de quatro sementes de tamarindo cortadas ao bocadinhos. Adicione uma colher de açúcar e uma colher da calda do ananás. Leve ao lume numa frigideira até reduzir o líquido (aproximadamente cinco minutos).

Disponha sob a torta e enrole. É uma sugestão para aproveitar claras que podem ser perfeitamente congeladas.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Torta de Avelã



Da última vez que andei a mexer em avelãs, ficou-me a torta agendada. Depois dos queques de avelã com Nutella, esta torta em sabor é muito parecida já que também usei o creme de chocolate e avelã como recheio.


Ingredientes:

250 gr de miolo de avelã
4 ovos
1 chávena mal medida de açúcar
1 chávena de leite
1 colher chá de aroma de baunilha
4 colheres de sopa cheias de farinha com fermento


Preparação:

Bata as gemas com o açúcar até formar um creme esbranquiçado e fofo. Junte o leite alternadamente com as quatro colheres de farinha numa velocidade mais reduzida. Enquanto bate deite a colher de chá de aroma de baunilha.

Junte o miolo de avelã e continue a bater. Por fim envolta com uma colher-de-pau as claras batidas em castelo.

Forre uma forma rectangular com papel vegetal e deite a massa. Leve a cozer a 180º por 15 a 20 minutos. Verifique com um palito se a massa cozeu. Não deixe ficar tempo a mais, evita-se que fique bem cozida e depois ao enrolar a probabilidade de quebrar-se é maior.

Desenforme sobre um pano polvilhado de açúcar. Cubra com o creme de chocolate e avelã (usei marca branca que faz o mesmo efeito da conhecida marca N., e a quase metade do preço). Enrole com cuidado e com as mãos em cada dobra vá dando a forma, alisando ao longo do cilindro. Uma vez que não coloquei gordura nesta torta (nem manteiga nem óleo), a tendência é fique menos elástica daí ter referido para não a deixar cozer demasiado.




Finalmente decore com um fio de creme de avelã em zigue-zague. Improvise um mini saco de pasteleiro com uma folha A4. Dobre a folha em cone, como se estivesse a fazer um cartuxo para castanhas assadas. A ponta deve ficar fechada. Segure o cone com uma fita-cola. Corte ao meio já que não vai precisar de tanto espaço. No vértice, com uma tesoura corte a ponta por onde sairá o creme. O tamanho do corte fará a espessura do fio de creme que irá decorar a torta. Deite uma colher de creme no cone de papel, feche por cima dobrando várias vezes. Agora é só pressionar um pouco e o creme sairá com a espessura que definiu. Faça desenhos geométricos ou escreva algo.




Se preferir saborear o creme mole, mantenha a torta à temperatura ambiente. Se preferir o creme com uma consistência rija, leve-a ao frigorífico. Eu gosto das duas maneiras. No Lidl existem embalagens de avelã moída a preço muito acessível.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Torta de Cenoura com Canela


Esta é a clássica torta de cenoura com canela. No final decorei com groselhas frescas e lâminas de amêndoa que servem também como marcador das fatias.

Ingredientes:

500 gr. de cenoura
400 gr. de açúcar
4 ovos
4 colheres de sopa de farinha de trigo com fermento
1 laranja

Preparação:

Descasque as cenouras e coza-as com uma pitada de sal. Escorra e passe-as pelo passe-vite ou reduza a puré com a varinha. Junte o açúcar, a raspa e sumo da laranja e os ovos inteiros. Incorpore bem com uma batedeira. Por fim junte a farinha e bata um pouco mais.

Deite este preparado num tabuleiro rectangular forrado com papel vegetal (untado e polvilhado com farinha). Deixe cozer uns 20 minutos em lume médio. Não deve cozer demasiado, é preferível que fique tipo pudim ligeiramente húmida. Teste com um palito.

Deite a torta sobre um pano polvilhado de açúcar. Retire o papel vegetal, polvilhe com uma boa camada de canela e em seguida com a ajuda do pano enrole a torta delicadamente, alisando e dando-lhe a forma com as mãos. Na última volta role-a  directamente para a travessa.

Decore a gosto com uns pauzinhos e canela, com rodelas de laranja, cerejas em conserva, etc... Nesta usei groselhas e amêndoa laminada. Esta foi uma torta levada para um lanche no local de trabalho, para distrairmos um pouco deste pesado ambiente de crise e anúncios de aumentos de impostos :(  :(. Verdade, verdade é que as minhas colegas já me perguntavam à algum tempo "quando é que trazes aquela tua torta de cenoura?"

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Torta de Caju


Esta torta foi uma invenção minha para dar uso a parte de 1 kg de caju que me ofereceram. Pelo que me contaram a embalagem, fechada a vácuo veio directamente da Guiné, da única fábrica que existe na capital e que exporta. O segredo do caju é que o mesmo não estava torrado, nem tinha qualquer adição de sal, vinha virgem. Uns tempos mais tarde comentei com uma colega que conhece bem o fruto mas por via de Moçambique. Ela disse-me que eu não fazia ideia do "tesouro" que tinha na minha dispensa. Aquele quilograma de caju proveniente no seu estado original, segundo ela, é algo raríssimo de encontrar em Portugal. Por essa altura já era tarde pois já lhe tinha dado uso em duas tortas e o resto foi-se comendo como aperitivo.

Do caju, é importante salientar que aquilo que nós conhecemos é a castanha de caju que não é mais do que o pedúnculo floral do pseudofruto. Veja aqui informação sobre o fruto.

Actualmente já consegui descobrir na zona dos frutos secos do Continente caju em cru e sem sal. Segundo a tal minha colega não é a mesma coisa. Mas, à falta de Guineenses simpáticos que tragam directamente do país, estes penso que cumprem a mesma função.

Quanto á receita, servi-me da torta de cenoura e fiz adaptações.

Ingredientes:

250 gr. de batata-doce cozida (se conseguirem as que são cor de laranja por dentro é preferível às roxas)
250 gr. de caju picado até ficar em farinha
400 gr. de açúcar
4 ovos inteiros
4 colheres de sopa de farinha (com fermento)
3/4 de chávena de leite meio gordo
2 colheres de sopa de gila
Fios de ovo q.b.

Preparação:

Comece por cozer previamente a batata-doce com a casca. Já morna, descasque e com um garfo esmague-a. Forre um tabuleiro rectangular com papel vegetal, barre com manteiga e polvilhe com farinha. Com a batedeira misture numa velocidade intermédia os ovos e o açúcar. Adicione entretanto a batata-doce esmagada, continue a bater. Misture a farinha com o caju e em seguida ao preparado anterior. Para controlar a consistência da massa use a porção de leite que poderá ser mais ou menos que os 3/4 de chávena que indiquei. Deve ficar uma massa nem muito grossa nem muito líquida.

Leve a cozer em formo moderado (180º) cerca de 25 minutos, até que comece a tostar ligeiramente. Não a deixe cozer demasiado, pois deve ficar húmida mas cozida.

Sob um pano de cozinha polvilhe de açúcar e desenforme a torta ainda quente. Barre com as duas colheres de gila e espalhe fios de ovos por cima  a gosto. Enrole-a delicadamente com a ajuda do pano e com as mãos vá moldando para lhe dar a forma alisada de uma torta. Role-a na última volta directamente para uma travessa. Por fim decorei com montinhos de fios de ovos sob os quais coloquei cajus.

Fica tipo uma torta de amêndoa mas ao provar percebe-se logo que não é esse o fruto que ali mora. Até fiz uma aposta para quem adivinhasse o ingrediente da torta, como podem imaginar não descobriram! Se perdesse o combinado era fazer outra torta, fiz na mesma e com gosto.
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