Os mitos à volta da cozinha, apenas me desafiam a entrar num ambiente que sempre gostei. Comer é um prazer, um acto social. Gosto de experimentar novos sabores e novas formas de cozinhar. Recordo os cheiros e sabores da infância, assim como após as minhas viagens venho para casa tentar reproduzir ou adaptar pratos que provei de outras culturas. Ouse e surpreenda os seus convidados ou a si próprio. Cozinhe,... sem tabus!


terça-feira, 21 de setembro de 2010

Cação à Andaluzia



Nos pratos do sul de Espanha já se sente alguma influência de Norte de África. O exemplo deste cação tem um travo ácido e com um toque de especiarias, numa acomodação à cozinha Espanhola. Tentei reproduzir este prato e saiu-me muito parecido.


Ingredientes:

500 gr de cação em cubos
5 colheres de vinagre de sidra
1 colher de sumo de limão
sal
cominhos moídos q.b.
1 ovo
2 colheres de farinha de trigo
óleo para fritar
2 pimentos de Padrón para decorar


Preparação:

Corte os cação em cubos. Tempere e envolva bem com sal, vinagre de sidra, sumo de limão e os cominhos (não exagere senão fica demasiado forte, mas não deixe de os colocar). Deixe nessa marinada pelo menos uma hora.

Vinte minutos antes de iniciar a fritura prepare o polme batendo o ovo com a farinha e uns pingos de água para controlar a consistência. Deixe repousar vinte minutos no frigorífico.

Aqueça o óleo e frite os cubos de cação escorridos e passados pelo polme. Decore com dois pimentos de Padrón grandes ou sirva acompanhado de uma dose desses pimentos (veja aqui como os preparo).

E assim se regressa da última semana de férias de Verão, ainda na nostalgia da (re)adaptação às rotinas do dia-a-dia e do regresso à jornada laboral.

Ainda fui a banhos até à ilha de Tavira (que adoro) e um saltinho a Cadiz e Granada que não conhecia.












quinta-feira, 9 de setembro de 2010

A Melancia e o Figo Encontraram-se...




Doce de figo, mascarpone e melancia em base de massa filó.

No Domingo passado ainda consegui um excelente dia de praia, mesmo por aqui pelos lados de Lisboa. As águas da margem sul estão a temperaturas nunca sentidas. Imaginem na praia da Fonte da Telha, um pouco mais a sul junto às arribas fósseis avistei três golfinhos a passearem literalmente a menos de 50 metros da areia. Estiveram em passeios para cá e para lá, com alguns saltos espectaculares. Foi pelo menos meia hora a uma hora sempre com eles à vista. Quem passava não poderia ficar menos do que atónico! Eles terem saído da zona de Troia/Sado só justifica como as águas estão boas para até os golfinhos irem dar uma voltinha.

Um nadador mais curioso nadou em direcção aos golfinhos. Viu-se perfeitamente que eles deram a volta ao homem a menos de cinco metros. Foram circundá-lo num ar curioso. São uns animais fantásticos. Depois de muito saltitar para galgar as ondas e mergulhos e mais mergulhos, na chegada a casa ainda houve paciência para pôr os convidados à espera... que finalizasse a sobremesa.

Tinha já preparado umas caixas de massa filó que aproveitei de Sábado quando fiz os figos em massa filó. Preparei e cozi as caixas como indiquei na receita de Terça-Feira. Conservam-se estaladiças alguns dias, desde que bem fechadas numa caixa hermética.


Ingredientes: (para 4 pessoas)

4 caixas de massa filó cozida
250 gr. de queijo mascarpone ou equivalente (queijo creme para barrar, queijo Phyladelphia,...)
3 colheres de sopa bem cheias de doce de figo
1 colher de sopa de açúcar em pó
amêndoas laminadas para decorar
4 bolinhas de melancia


Preparação:

Misture muito bem o queijo creme com o doce de figo e o açúcar em pó. Uma dica: o açúcar em pó é três a quatro vezes mais caro que o açúcar branco granulado. Prepare só a quantidade que precisa colocando o açúcar na picadora 1-2-3. Active a máquina por 20 segundos e já está: açúcar em pó sem gastar mais um cêntimo. Se sobrar guarde fechado, o açúcar tem data de validade ilimitada.

Como só fiz quatro caixas de filó, achei que não valia a pena ligar a batedeira, misturei bem com uma colher. Pode deixar este creme preparado umas horas antes (o que é preferível). Terá de montar a sobremesa apenas no momento de servir para evitar que a massa filó fique húmida e perca a característica estaladiça.

Com o saco de pasteleiro encha as caixas. Coloque uma bolinha de melancia no centro e decore com lâminas de amêndoa à volta. O creme e a fruta devem estar bem frescos. Sirva de imediato e delicie-se com o doce e o estaladiço da massa combinados com os sucos da melancia.

Toda a gente adorou e ainda assistiram à montagem da própria sobremesa. Só me perguntavam: "Que nome vais dar a isto?". Disse-lhes: "Sei lá,... logo penso nisso".





quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Pimentos de Padón



Hoje uma sugestão para uma entrada ou simplesmente petiscar. Os pimentos de Padrón tem entre 5 a 10 cm de comprimento e são provenientes da localidade de Padrón na Galiza a 25 Km a sudoeste de Santiago de Compostela. Diz-se na gíria popular Galega "Os pementos de Padrón, uns pican e outros non". Quem já os experimentou sabe que é assim, nunca sabemos onde estão os picantes.

Ingredientes:

Pimentos de Padrón
Sal grosso
Azeite


Preparação:

Eu faço assim: lavo os pimentos em água corrente e ainda molhados salpico-os de sal grosso. Levo a lume médio uma frigideira larga anti-aderente . Coloco os pimentos e vou rolando-os com uma colher-de-pau ou com uma pinça até que comecem a ficar ligeiramente queimados. Isto demorará uns 5 minutos e o sal já estará seco no fundo da frigideira.

Desligue o lume e de imediato lance um fio de azeite sobre eles. Mexa (abanando) com a própria frigideira. Com o calor irão fritar ligeiramente durante uns 30 segundos enquanto o calor ainda se mantém no fundo. Verta-os para a travessa de servir e deguste-os ainda mornos, bem salgadinhos. Uhmmm. É dos meus petiscos favoritos e depois é esperar para ver a quem calham os picantes! Comem-se à mão segurando o pé.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Figos em Massa Filó





Já que estive a mexer em farinha de alfarroba para fazer umas trufas (receita de ontem), decidi combiná-la com figo. Para descobrir o fruto recheado é preciso desbravar algumas camadas de massa filó, a qual deixei ficar bastante estaladiça. Um figo recheado de surpresas.

Ingredientes:

Massa filó
4 figos
1 colher de sopa de açúcar
1 colher de chá de canela
1 colher de chá de farinha de alfarroba


Preparação:

Compre uma embalagem de massa filó, eu utilizei uma parte de uma que tinha congelada. A massa filó para quem não conhece é muito fina e parecida à massa dos pasteis de Tentúgal. Existe nos hipermercados junto à massa folhada e quebrada.

Corte a massa em quadrados que cubram uma forma de queque. Utilize dois quadrados sobrepostos mas desencontrados por cada figo. Forre desajeitadamente as formas de queque.




Lave os figos e corte o topo de forma a que fique com umas tampas. Retire o interior da fruta com cuidado para não perfurar os figos.





Misture a polpa do figo com o açúcar, canela e a farinha de alfarroba. Volte a encher os figos.




Coloque-os dentro da massa filó e acomode-a de modo a que fique a ver-se a ponta do fruto.




Disponha as formas de queque com os figos em massa filó num tabuleiro de ir ao forno. Deixe cozer 10 minutos aproximadamente em temperatura de 175º-180º. Deixe tostar bem a massa para que fique muito estaladiça e com cor dourada. Vigie o forno porque um minuto pode fazer a diferença e a massa passar a queimada.

Sirva morno ou fria mas não muito tempo depois de terminar esta sobremesa, senão a massa perde o efeito estaladiço e os sucos do figo humedecem a base. Uma opinião final: acho que o figo liga bem com a farinha de alfarroba (por exemplo em tartes), com figos frescos também gostei da mistura, não esquecendo também o toque da canela. Esta sobremesa é que se pode mesmo chamar de "um figo".




segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Trufas de Alfarroba




As trufas de alfarroba fazem-se num instante e são excelentes ao paladar e ao olhar. Sim, são trufas mas não tem chocolate! A farinha de alfarroba é um excelente substituto do cacau, aconselhada até para diabéticos. Quem não conhece a farinha de alfarroba recomendo, não só pela experiência de um novo sabor mas também para promover os nossos produtos nacionais. Já aqui publiquei um bolo alfarroba, amêndoa e gila que fez um sucesso.

Ingredientes: (para 10 a 12 trufas)

1 chávena de amêndoas com pele
¼ chávena de farinha de alfarroba
½ chávena de coco ralado
⅓ chávena de mel
1 colher de sopa de azeite

Preparação:

Triture a amêndoa juntamente com o coco na picadora até ficar com uma textura muito fina. Num recipiente de vidro junte esta mistura com a farinha de alfarroba. Envolva bem com uma colher. Adicione o mel e a colher de azeite. Amasse bem com uma mão até formar uma bola consistente.

Molde pequenas bolas com as mãos (estas quantidades dão para aproximadamente 10 a 12 trufas). São bastante fáceis de moldar, basta rolar entre as duas palmas das mãos. O azeite que tem incorporado ajuda a que não se torne pegajoso nem se desfaçam.

Por fim role as trufas em coco ralado. Guarde-as no frigorífico numa caixa fechada para ficarem mais firmes.

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Aproveito para apresentar uma das minhas "crianças", outra das minhas paixões, a arte do bonsai. Tenho diversos exemplares e alguns ainda estão na fase denominada pré-bonsai, ou seja, a planta está ainda em formação. O bonsai não é uma espécie, ao contrário do que algumas pessoas pensam. O bonsai é uma técnica horticultural na qual se conseguem manter árvores em pequenos vasos. Esta arte é oriunda da China e Japão à muitos séculos.

Hoje em dia quem se dedica a este hobby tenta apostar nas espécies locais. Já é possível ver bonsai de oliveiras, figueiras, alfarrobeiras, etc... Os exemplares mais vistosos e mais velhos são provenientes da Ásia de espécies que não são nativas do nosso clima.

Cada bonsai com o seu tratador tem uma história, se bem sucedida pode a planta viver mais que o seu dono. Assim, um dia um formador disse-me: "Cria um bonsai para os teus netos". É uma obra de arte viva, onde por ela passam as estações do ano, onde aparecem flores e frutos. Tudo igual à mãe Natureza, apenas em ponto pequeno.

A minha alfarrobeira terá uns 3,5 anos e o curioso da história dela é que como não conseguia arranjar uma, uma senhora simpática de um fórum na Net, a qual acabei por conhecer num encontro, enviou-me um dia por correio dentro de um envelope almofadado uma pequenina alfarrobeira. Era apenas um tronquinho minúsculo e duas folhinhas. Foi logo plantada e actualmente já tem algo que se pareça com uma copa. Mas para que adquira o título de bonsai ainda lhe faltam muitos anos. Para terem uma noção da dimensão a foto foi tirada junto a um livro e a duas alfarrobas das árvores em tamanho real.






sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Sardinhas Assadas no Forno


As sardinhas também podem ir ao forno, porque não? O intenso cheiro de uma sardinhada é anulado nesta preparação. A receita vi no blogue da Cristina, o "Ovo Estrelado". Não utilizei os tomates cherry porque no momento da compra estavam a € 2,49 uma caixinha das mais pequenas. Habitualmente custa cerca de € 1,25. Achei um abuso pagar tomates miniatura a peso de ouro! Como não houve tempo de ir a outro supermercado, acabei por usar tomate normal.

Também não usei as azeitonas nem o tomilho/oregãos sugeridos pela Cristina. Em suma fiz o mais simples possível, apenas quis aproveitar a parte do ir ao forno.


Ingredientes:

8 sardinhas
1 dente de alho picado
1 tomate maduro pelado
azeite
sal


Preparação:

Temperei as sardinhas com sal  e o alho picado. Foram dispostas num tabuleiro de ir ao forno com algumas rodelas de tomate intercaladas. Reguei com o azeite e o sumo de limão.

Foi ao forno 15 minutos. Acompanhei com batata cozida com pele e salada de rúcula com pimento vermelho assado.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Longueirões à Bulhão-Pato



Os longueirões (ou lingueirões) são moluscos bivalves, que se encontram protegidos por duas conchas articuladas num ponto. Como fazem lembrar um cabo de uma navalha também são conhecidos como tal. De textura algo fibrosa são óptimos para comer simples, por exemplo à Bulhão Pato ou em arroz. Quem ficar com fome com umas amêijoas, recomendo este bivalve já que satisfaz estômagos mais exigentes (de quantidade).

Deve adquirir os longueirões em local que lhe garanta qualidade. Se comprados vivos o animal deve mexer-se ao toque. Devem ser mergulhados em água com sal para libertarem a areia que possam ter. Prepare-os no dia da compra ou no máximo no dia seguinte, garantido sempre que estão vivos no momento da confecção.




Ingredientes:

1 kg de longueirões frescos
5 dentes de alho
2 dl de azeite
3 colheres de sopa de coentros picados
1 pitada de sal
sumo de 1 limão grande


Preparação:

Depois de mergulhar os bivalves em água com sal volte a lavá-los bem em água corrente. Corte em rodelas grossas os cinco dentes de alho e leve a aquecer no azeite. Em lume médio numa caçarola larga coloque os longueirões escorridos. Junte os coentros picados e tape. Pode juntar uma pitada de sal mas não é requisito essencial.

Deixe cozer 5 a 10 minutos. Eventualmente mexa com cuidado uma vez. Se o fizer mais para o final da cozedura corre o risco de os longueirões se soltarem das cascas. Prefira uma caçarola larga para que a maior parte dos bivalves estejam em contacto com o azeite.

Depois de desligar o lume regue com o sumo de limão. Sirva de imediato acompanhado por um bom pão para molhar no molho.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Ainda sobre Figos,... Pequeno-Almoço Energético



O pequeno almoço deve ser uma das melhores refeições do dia. É aqui que devemos consumir alimentos energéticos. Tenho curiosidade em saber quantas pessoas consomem fruta ao pequeno-almoço? Não sou adepto da refeição da manhã às pressas nem de pequeno-almoço de bica+pastel de nata. Gosto de pastel de nata e de café também, mas para outras horas do dia.

Consumo sempre fruta de manhã, ou uma peça em separado ou misturada nos cereais com no exemplo de hoje. As possibilidades de combinação são quase infinitas. Não há desculpas de falta de tempo. Cinco minutos bastam para um pequeno almoço delicioso e energético.


Ingredientes:

2 iogurtes (naturais ou de aroma)
cereais de pequeno-almoço
1 ou 2 figos bem maduros


Preparação:

Cá está mais uma utilização para as bagas goji, como elemento decorativo deste pequeno-almoço. Na realidade não são só decoração porque elas são também altamente ricas em elementos anti-oxidantes.

Misture o iogurte para ficar cremoso. Deite sobre os cereais e decore com o figo e as goji.

Delicie-se e vá para o trabalho (ou para a praia, se estiver de férias) com outro vigor.

Feliz dia.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Torta de Avelã



Da última vez que andei a mexer em avelãs, ficou-me a torta agendada. Depois dos queques de avelã com Nutella, esta torta em sabor é muito parecida já que também usei o creme de chocolate e avelã como recheio.


Ingredientes:

250 gr de miolo de avelã
4 ovos
1 chávena mal medida de açúcar
1 chávena de leite
1 colher chá de aroma de baunilha
4 colheres de sopa cheias de farinha com fermento


Preparação:

Bata as gemas com o açúcar até formar um creme esbranquiçado e fofo. Junte o leite alternadamente com as quatro colheres de farinha numa velocidade mais reduzida. Enquanto bate deite a colher de chá de aroma de baunilha.

Junte o miolo de avelã e continue a bater. Por fim envolta com uma colher-de-pau as claras batidas em castelo.

Forre uma forma rectangular com papel vegetal e deite a massa. Leve a cozer a 180º por 15 a 20 minutos. Verifique com um palito se a massa cozeu. Não deixe ficar tempo a mais, evita-se que fique bem cozida e depois ao enrolar a probabilidade de quebrar-se é maior.

Desenforme sobre um pano polvilhado de açúcar. Cubra com o creme de chocolate e avelã (usei marca branca que faz o mesmo efeito da conhecida marca N., e a quase metade do preço). Enrole com cuidado e com as mãos em cada dobra vá dando a forma, alisando ao longo do cilindro. Uma vez que não coloquei gordura nesta torta (nem manteiga nem óleo), a tendência é fique menos elástica daí ter referido para não a deixar cozer demasiado.




Finalmente decore com um fio de creme de avelã em zigue-zague. Improvise um mini saco de pasteleiro com uma folha A4. Dobre a folha em cone, como se estivesse a fazer um cartuxo para castanhas assadas. A ponta deve ficar fechada. Segure o cone com uma fita-cola. Corte ao meio já que não vai precisar de tanto espaço. No vértice, com uma tesoura corte a ponta por onde sairá o creme. O tamanho do corte fará a espessura do fio de creme que irá decorar a torta. Deite uma colher de creme no cone de papel, feche por cima dobrando várias vezes. Agora é só pressionar um pouco e o creme sairá com a espessura que definiu. Faça desenhos geométricos ou escreva algo.




Se preferir saborear o creme mole, mantenha a torta à temperatura ambiente. Se preferir o creme com uma consistência rija, leve-a ao frigorífico. Eu gosto das duas maneiras. No Lidl existem embalagens de avelã moída a preço muito acessível.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Bacalhau à Brás Super Rápido



O bacalhau à Brás penso que toda a gente o sabe fazer, talvez fique a receita mais para os leitores brasileiros, muito apreciadores de bacalhau. Para eles do outro lado ao Atlântico é quase um luxo comer bacalhau. A maioria das receitas indicam para colocar o bacalhau desfiado em crú, eu costumo nesta versão rápida cozê-lo primeiro.


Ingredientes: (para 4 pessoas) 

800 gr de bacalhau
2 cebolas
3 dentes de alho
4 ovos
batata palha (de compra)
azeite
salsa
azeitonas pretas


Preparação:

Coza o bacalhau, escorra e enquanto arrefece comece a picar a cebola finamente em rodelas ou meias luas.
Lasque o bacalhau e com um almofariz desfaça-o um pouco mais.
Leve ao lume a cebola e os alhos junto com uma boa porção de azeite até que fique translúcida.
Junte o bacalhau, envolva para absorver o azeite e adicione a batata palha (uma mão cheia por pessoa).
Envolva bem e em lume brando deixe que a batata comece a ficar mole.
Junte por fim os ovos batidos (mais ou menos um por pessoa) nos quais deitou um pouco de pimenta moída na altura. Envolva várias vezes para não pegar ao fundo do tacho. Logo que os ovos estejam cozidos mas não em demasia, retire e sirva decorado com salsa picada e azeitonas pretas.

Normalmente faço isto em 20 minutos no máximo. O verdadeiro bacalhau à Brás exige batata palha frita na altura. O sentido prático por vezes leva-nos a recorrer as estas soluções facilitadas. Uma dica final: escolha uma batata palha que ao olhar não lhe pareça demasiado gordurosa. É certo que todas elas são um frito, mas algumas marcas vê-se que estão encharcadas em gordura. Evite.


sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Salada com Queijo Feta e Molho Vinagrete



Mais uma salada na qual também usei as bagas goji e o queijo feta. O resto são legumes da época.


Ingredientes:

tomate
pepino
agrião
queijo feta
bagas goji
pepinos miniatura em pickles
molho vinagrete


Preparação:

Coloque as bagas goji mergulhadas num pouco de sumo de limão e água para hidratarem. Prepare o molho vinagrete da seguinte forma: três partes de azeite, uma parte de sumo de limão e uma parte de mostarda dijon. Ligue bem com uma vara de arames.

Lave os legumes, corte o tomate e o pepino e junte raminhos de agrião. Disponha numa saladeira ou em pratos individuais. Misture os diferentes legumes, disponha o queijo feta aos cubos, espalhe as goji e regue com a vinagrete. Agora é só saborear.


quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Petit Gateau After-Eight


Petit gateau há muitos! Mas de after eight para partilhar com os meus seguidores só aqui na minha Cozinha sem Tabus. Sempre achei que esta receita me iria sair mal, mas depois de fazer os meus primeiros petit gateau acho-a agora incrivelmente fácil.

Uma vez afastado o tabu da dificuldade, posso dizer que em qualquer jantar faz um brilharete. Truque: prepare-os antes dos convivados chegarem e enquanto degustam o prato principal, discretamente meta-os no forno. Só precisa de 7 a 8 minutos. Quando chegarem à parte da sobremesa,... tcharammmm, acabadinhos de sair do quente para o momento alto: a primeira garfada.


Ingredientes:

100 gr de chocolate negro (usei com 70% cacau)
16 after-eight
3 ovos
100 gr de açúcar mascavado escuro
1 colher de sopa de farinha + 1 colher para polvilhar as formas
50 gr de manteiga + 2 colheres de sopa para untar
açúcar em pó para decorar (opcional)


Preparação:

Bata bem os ovos inteiros com o açúcar mascado com uma vara de arames. Junte uma colher de sopa cheia de farinha de trigo, continue a bater bem para que não forme grumos.

Derreta o chocolate e a manteiga em banho-maria. Ligue bem e junte à mistura anterior. Volte a incorporar de forma homogénea.

Unte 8 formas de queque com manteiga e polvilhe com farinha. Deite o preparado até ¾ das formas. Em cada uma enterre dois after-eigt dobrados ao meio.




Leve ao forno pré-aquecido a 200º, coza religiosamente entre 7 a 8 minutos, se se distrair um pouco sobremesa arruinada! Desenforme e polvilhe com açúcar em pó (opcional). Sirva quente, simples ou com uma bola de gelado. Para quem não gosta de menta nem de after-eight, garanto que o sabor é mais discreto.



Se ainda não o(a) convenci, se detestar mesmo os after-eight, faça o seguinte: em vez deles coloque um quadradinho do mesmo chocolate que usou na receita. Uma última dica: se sobrarem, congele-os. Basta levá-os ao microondas um minuto na potência máxima e é como se tivessem nascido de novo. E agora qual é a desculpa para não experimentar?

  

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Douradas Orientais



Um toque de oriente numas douradas, um prato de forno simples e rápido.


Ingredientes:

1 dourada grande (escalada)
uma chávena de leite de coco
1 colher de sopa de manteiga
1 colher de sopa de caril
sal
pimenta


Preparação:

Peça na peixaria para lhe escalarem uma dourada grande. Uma vez isenta de espinhas, tempere-a com sal.

Misture bem o leite de coco com o caril, se necessário passe por um passador fino para reter eventuais grumos. Regue a dourada com o leite de caril. Tempere com um pouco de pimenta moída na altura e coloque duas nozinhas de manteiga em cima de cada metade de dourada.

Leve ao forno 20 a 25 minutos a temperatura de 190º-200º. Sirva com arroz basmati e salada de agrião.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Tarteletes de Groselha, Banana e Chocolate





O chocolate e os frutos vermelhos são meus grandes amigos. Se a eles ainda juntar banana e um bom creme branco obtém-se um encanto de sobremesa. Hoje nasceram umas tarteletes que me piscaram o olho num tom namoradeiro,… para responder a este flirt, apenas lhes arrefeci os ânimos para depois…


Ingredientes: (para aproximadamente 8 a 9 tarteletes de 10 cm)

Para a base das tarteletes:

1 pacote de bolacha wafer (250 gr) com recheio de chocolate
60 gr de manteiga
80 gr de chocolate negro
2 bananas maduras
2 colheres de sobremesa de um licor doce (usei licor de marmelo da Farrobinha)


Para o recheio:

70 gr de açúcar em pó (icing sugar)
1 colher de sobremesa de um licor doce (usei licor de marmelo da Farrobinha)
1 colher de sopa de sumo de limão
1 iogurte natural cremoso
1 emb. 200 gr. de queijo creme tipo Philadelpya
3 folhas de gelatina
1 emb. groselhas frescas (150 gr. aproximadamente)


Preparação:

Esta sobremesa tanto pode ser feita numa forma de tarte (com fundo amovível) ou em pequenas formas de tarteletes de 10 cm de diâmetro. Como as formas não tem fundo amovível usei um pequeno truque: coloquei um pouco de papel de celofane a cobri-las. Depois para desenformar basta puxar um pouco e soltam-se facilmente.

Comece por triturar na picadora o pacote de bolacha wafer com recheio de chocolate. Deve obter uma mistura tipo farinha. Adicione 60 gr de manteiga amolecida e com as mãos ligue bem a massa areada que se forma. Pacientemente forre as tarteletes. Pressione bem com os dedos e tente dar um volume uniforme. Por precaução dividi logo a massa em 8 partes, depois garanto que não me estico em cada tartelete.

Finalizado este passo vamos à segunda camada da base. Triture na picadora duas bananas maduras. Não deixe que fique completamente em puré, se ficar com uns bocadinhos de banana também é agradável. Como alternativa esmague bem as bananas com um garfo. Derreta no microondas os 80 gr de chocolate negro (usei com 70% de cacau) com uma colher mal cheia de manteiga. Fora do microondas ligue bem o chocolate, a manteiga e mais duas colheres de licor (usei de marmelo, se não tiver um licor doce use por exemplo vinho moscatel). Incorpore o puré de banana no chocolate e misture bem.

Forre a base das tarteletes com uma segunda camada, tenha o cuidado de espalhar uniformemente inclusivé bem distribuído pelas partes laterais até ao topo. Trabalha-se bem com um colher e conforme vai finalizado esta segunda fase o chocolate começa a endurecer um pouco, o que ajuda a dar algum retoque necessário. A base de bolacha wafer deve ficar praticamente oculta. 
 
- Antes de depois de barrar com o preparado de chocolate e banana -

Guarde as tarteletes forradas no frigorífico enquanto prepara o recheio. Inicie na batedeira ligando o queijo creme com o icing sugar, junte aos poucos o iogurte natural com textura cremosa (se não tiver use um iogurte natural normal mas que deve mexer muito bem com uma colher). Não usei a totalidade do iogurte porque achei que ia ficar demasiado líquido. Terei usado talvez 80% do iogurte.

Ainda com a batedeira ligada junte uma colher de sobremesa do mesmo licor da base, uma colher de sopa de sumo de limão e três folhas de gelatina demolhadas e diluídas no microondas numa pequena quantidade de água. Desligue a batedeira e junte metade das groselhas. Mexa com cuidado para incorporar.

Volte ao frigorífico para recuperar as bases das tarteletes e encha com creme branco. Disponha o resto das groselhas por cima como decoração. Guarde uma horas no frigorífico de preferência dentro de uma caixa fechada para evitar absorção de outros aromas.

No momento de servir pode ainda decorar com duas folhinhas de hortelã. São muito frescas, uma interessante mistura de coisas doces, depois de comer uma só apetece outra, diria até que esta sobremesa tem algo de afrodisíaco...

                             comprovem vocês mesmo!

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Choco com Batatas Fritas



Este choco de inspiração em terras do sul, não é exactamente a receita dos choquinhos à algarvia já que não tem coentros nem os chocos são inteiros. É um frito, quase um estufado bem apurado. Fica óptimo acompanhado de batatas fritas.


Ingredientes:

1 kg de choco limpo e cortado aos bocados
5 dentes de alho
3 colheres de sopa de salsa picada
azeite
sal
½ copo de vinho branco
pimenta moída na altura
pitada de piri-piri

 
Preparação:

Limpe bem o choco e corte-o ao bocados de tamanho médio, use também as cabeças com os tentáculos. Numa frigideira anti-aderente deite uma boa porção de azeite, junte os alhos, o choco e tempere de sal, pimenta, um pouco de piri-piri e a salsa. Misture e só depois ligue o lume. Deixe fritar em lume médio.

A meio da cozedura regue com meio copo de vinho branco. Tape e deixe apurar bem, até que o molho reduza e o choco fique de cor castanho-avermelhado.

Acompanhe com batatas fritas caseiras e uma salada de legumes. Eu deixo o molho quase que secar completamente, no entanto deixo algum porque delicio-me a molhar bocadinhos de pão na mistura do azeite, alho e salsa. Uhmmmm…

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Arroz de Tamboril


A versão mais simples para um arroz de tamboril. É certo que fica melhor com mais preceito mas hoje teve de ser feito à la minute, que é como quem diz... em contra-relógio.


Ingredientes: (2 pessoas)

400 gr de cubos de tamboril
1 cebola
½ pimento verde
2 tomates
1 raminho de salsa
1 colher de chá de cebolinho
azeite
sal


Preparação:

Pique a cebola e o pimento e leve a alourar em azeite. Junte os talos da salsa finamente picados. Adicione o tomate pelado e cortado aos bocados e o cebolinho. Tape e deixe cozer até obter uma base de molho de tomate, se necessário junte um pouco de água quente.

Deite uma mão cheia de arroz por cada pessoa e adicione água quente. Tempere de sal. A meio da cozedura junte os cubos de tamboril descongelados e lavados. Apure em lume brando e deixe-o malandrinho.

Antes de servir polvilhe com a rama da salva picada.

Para uma receita com menos pressas colocaria um pouco de paprika, vinho branco, um pouco de sopa de marisco, ... uns camarões. Hoje é simples!
 

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Fatias Integrais de Figo e Coco





Esta sobremesa não tem sequer uma grama de açúcar e a inspiração veio de umas fatias integrais com coco que comi num sítio de comida macrobiótica há já vários anos. Apenas juntei os figos que estão a acabar, depois de forte abastecimento na última semana. Diria que os vegetarianos e os aversos a açúcar encontrarão aqui um oásis. Nada de ovos, nada de açúcar, apenas imaginação e quatro ingredientes.

 
Ingredientes:

4 fatias de pão de forma integral (sem côdea)
8 figos maduros
3 maças (grammy smith ou reineta)
200 ml de água
200 gr de côco ralado
côco fresco para decorar
1 colher de manteiga


Preparação:

Comece por untar um tabuleiro de ir ao forno com manteiga. Em seguida descasque as maças e corte-as aos pedaços. Coloque a cozer com a água em lume brando por 10 minutos aproximadamente, até estarem bem cozidas mas sem se desfazerem.

Coe o líquido das maças e no próprio coador calque-as para que libertem todo o sumo. Reserve o puré de maça. Deixe arrefecer o líquido obtido.

Em seguida com uma faca de pão com bom corte abra cada fatia de pão-de-forma integral ao meio como se fosse fazer uma sandwich. Molhe rapidamente uma metade no líquido das maças e passe em seguida pelo coco ralado (como se estivesse a fazer um panado). Disponha as quatro fatias no tabuleiro, com o coco virado para baixo. Pele os figos e fati-os. Disponha-os sobre as metades de pão integral. Repita o mesmo com as restantes metades de pão (molhe no líquido da maçã e passe pelo côco ralado). Disponha por cima e feche as sandwich's.

Leve a forno médio por 20 minutos até o coco começar a dourar. Deixe arrefecer e guarde no frio para humedecerem um pouco. No momento de servir, esconda o efeito sandwich colocando  o puré da maçã à volta de cada fatia. Só com a primeira garfada é que virão os comentários de surpresa. Não se esqueça de decorar com um bocadinho de coco fresco ou um quarto de figo.

Todo o açúcar desta sobremesa vem das frutas. Nada de ovos nem gorduras. Deixo para a vossa imaginação como será uma garfada, com os figos  no seu interior. Espero que gostem da proposta de hoje e,... bom apetite!

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Cenouras Doces, … Cenourinhas








Estas cenourinhas fazem-me lembrar os doces de maçapão do Algarve com aspecto de frutos. O tamanho delas é semelhante à cenoura baby, no entanto nem são de maçapão nem de são as baby. São uma delícia calórica e visualmente muito atractivas para festas.

Ingredientes:

500 gr. de cenoura
150 gr. de açúcar
½ lata de leite condensado
1 pau de canela
Raspa de ½ laranja


Preparação:

Descasque e rale as cenouras. Junte o açúcar e o pau-de-canela e leve ao lume. Mexa de vez em quando com uma colher-de-pau até que toda a calda que se forma desapareça. Adicione depois o leite condensado e a raspa de laranja, envolva e, em lume brando, não deixe de vigiar.

Quando a mistura começar a secar e formar uma bola que desliza ao inclinar o tacho estará no ponto. Retire o pau-de-canela e unte um prato ou travessa com um pouco de óleo. Deite a massa de cenoura e deixe arrefecer completamente.

Para moldar as cenourinhas molhe a ponta de um dedo em óleo e passe pela palma da mão. Pegue num pouco de massa de cenoura, molde uma pequena bola e dê-lhe no final a forma de uma cenoura. Volte a molhar o dedo em óleo entre cada cenoura. Pode-lhe parecer um pouco complicado moldar a massa dado que é pegajosa mas com algum jeito consegue-se.

Role as cenourinhas em açúcar e disponha-as em formas de papel frisado. Para ficarem mais atractivas, use os pecíolos de ameixas, cerejas ou pequenos ramos de salsa com uma a duas folhas. Guarde no frigorífico em caixa bem fechada. Durarão alguns dias.

Esta receita vi no blogue “Pão, Bolos e Cia.”, fiz metade da receita (rendeu 26 cenourinhas). Apenas juntei um pau-de-canela que acho que enriquece o paladar final.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Quiche de Frango com Ananás





Tal como nas pizzas gosto de colocar ananás em algumas quiches, a de frango é uma delas. Além de uma boa solução para aproveitar restos é fácil e rápida de preparar.


Ingredientes:

1 base de massa folhada
½ frango assado desfiado
1 lata pequena de milho doce
2 cenouras raladas
4 rodelas de ananás cortadas em tiras
1 pacote de natas (200 ml)
2 ovos
orégãos secos
2 colheres sopa de salsa picada
1 pitada de sal


Preparação:

Forre uma tarteira com a massa e pique o fundo com um garfo. Bata os ovos e adicione as natas. Incorpore bem todo o recheio e deite na tarteira. Com uma colher acomode os ingredientes. Se quiser pode usar as aparas da massa para colocar umas tiras decorativas no topo.

Leve ao forno 20 a 25 minutos em temperatura média. Nos dois últimos minutos ligue a opção grill (se tiver) para tostar um pouco o topo da quiche. Sirva quente ou fria.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Pão com Fruta (Figo e Framboesa)



Que tal começar o pequeno-almoço com um bom pão fresco, fruta e um pouco de compota? Em vez das comuns torradas e da gordura que lhes são inerentes, de vez em quando tente outras coisas. A desculpa da falta de tempo não serve para hoje... 45 segundos e está pronto!

Ingredientes:

½ bola de mistura ou integral
1 colher de chá de compota de framboesa
3 framboesas frescas
½ figo fatiado


10 segundos para cortar o pão ao meio, outros 10 para espalhar o doce, 20 segundos para fatiar o figo e dispô-lo sob o pão e finalmente 5 segundos chegam para acomodar 3 framboesas. Agora perca alguns minutos a saborear com uma chávena de leite, sumo ou chá.

Se estes não forem frutos de sua preferência opte por outros, combine com um doce igual a um dos frutos.


quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Salteado de Legumes com Camarão


Mais uma proposta para uma refeição leve: legumes salteados com camarão.


Ingredientes:

1 cebola roxa
1 cenoura média
1 pimento verde médio
1 cougette
1 beringela pequena
1 tomate
1 batata doce média
250 gr de miolo de camarão
cebolinho
azeite
sal
pimenta


Preparação:

Comece por saltear num pouco de azeite a cenoura às rodelas, a cebola às meias luas e o pimento às tiras. Passados três minutos junte a cougette e a beringela aos quartos de rodela e o miolo de camarão descongelado. Envolva e deixe estufar mais quatro a cinco minutos.

Entretanto coloque a batata-doce no microondas uns  minutos para ficar quase cozida. Descasque-a e faça-a em rodelas ou quartos de rodela.

Quase no final adicione o tomate às fatias grossas e por último a batata-doce. Tempere com sal, pimenta e cebolinho. Deixe apurar um pouco mais. Os legumes não devem ficar demasiado cozidos, prefira deixá-los um pouco al dente.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Doce de Figo




Estou como a formiga: a encher o celeiro para o Outono. Desta vez não resisti ao doce de figo. Finalmente este fim-de-semana tive a oportunidade de ter à disposição os deliciosos figos em quantidade generosa. A minha preferência e ligação a eles já aqui expliquei, vem de família e desde a infância. Se me pedirem para enumerar as três frutas preferidas diria sem dúvida: figo, morango e cereja (sem qualquer ordem de preferência).

Eu próprio no Domingo, com um calor abrasador, fiz um passeio ao campo e colhi os melhores frutos das figueiras que estão a dar nesta altura: os lampos pretos.

Das receitas que vi aqui pela blogosfera, a primeira coisa que me chamou a atenção era aquela cor tipo lama. Deveras pouco convidativa, no entanto sendo estes figos avermelhados por dentro  imaginei que a coisa saísse mais colorida. Penso que ficou mais atractivo e o sabor e resultado final superou as minhas expectativas.


Ingredientes:

1,5 kg de figos descascados
1 kg de açúcar
100 ml de água
1 pau-de-canela
1 tira de casca de limão


Preparação:

Descasque os figos e corte-os ao meio. Prefira-os maduros. Junte o quilograma de açúcar, o pau-de-canela e o decilitro de água. Coza em lume brando mexendo de vez em quando com uma colher-de-pau. Cozi no total uma hora. Aos 50 minutos desliguei o lume e triturei com a varinha. Voltei a colocar a engrossar um pouco mais nos 10 minutos seguintes.

Rendeu 5 potes de compota. Contas feitas cada pote ficou-me a 0,13 € (treze cêntimos)!!! As contas são simples: 1 kg de açúcar que tinha comprado com 50% de desconto ficou em 0,34 mais 0,30 aproximadamente de gasto de gás, o pau-de-canela veio de algures de uma não-utilização num café e os figos e  limão foram gratuitos. Mesmo com a compra de 2 kg de figo a aproximadamente 3,50 €/kg, acaba por compensar. Os bons doces de figo não estão na prateleira do hipermercado, mas em algumas lojas gourmet e a preços pouco convidativos.

O resultado final ficou excelente, sabe mesmo a figo e o sabor a canela e limão é muito discreto. Experimentem, arrisquem, ... já sabem, sem tabus!

Uma curiosidade: o local onde até hoje vi maior concentração de doces e especialmente de figo foi na ilha Francesa - Córsega. Desde o simples, ao que tem nozes, amêndoas, figos verdes tipo cristalizados, etc... A pergunta que era feita no aeroporto a todos os passageiros era "Vous avez quelque confiture dans votre sac?" (Você tem algum doce no saco/mochila?). Como os potes de doce tem mais de 100 ml, não podem ser transportados na bagagem de mão. Achei curioso a pergunta. Mas eu também não fugi à regra: também vinha na minha mala um frasquinho de doce de figo!

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Arroz de Pato à Moda do Miguel




O meu arroz de pato apenas tem dois ingredientes menos usados: couve lombarda e cenoura. De resto é igual a tantos outros. A couve cortada finamente em juliana, dá um sabor mais suave e desenjoa das gorduras do próprio pato e do chouriço.

Ingredientes:

1 pato
1 raminho de cheiros (louro, salsa,....)
5 grãos de pimenta
1 chouriço vermelho
6 mãos cheias de arroz agulha
1 cenoura
8 folhas de couve lombarda (ou mais ou menos 1/2 couve pequena)
1 cebola
sal
azeite


Preparação:

Limpe o pato (fresco ou descongelado). Coza-o na panela de pressão  com os grãos de pimenta, o raminho de cheiros, o chouriço inteiro e um pouco de sal. Coza por aproximadamente 40 minutos para que fique bem tenro e se desfaça facilmente.

Lasque o pato rejeitando todas as peles gordas. Reserve. Coe a água de cozedura e com uma colher retire a camada de gordura que flutuará. Reserve também.

Pique a cebola e leve a refogar com um pouco de azeite. Junte a cenoura ralada e a couve finamente picada em juliana. Deixe estufar 3 a 4 minutos sem líquido adicionado. Junte o arroz sem ser lavado e mexa mais 2 a 3 minutos. Adicione em seguida o líquido da cozedura da ave. Eu coloco a água a olho, quem não tiver esta intuição, use um pouco mais do dobro do volume da quantidade de arroz.

Deixe o arroz mal cozido e húmido tipo malandrinho. Como irá ao forno acaba por cozer e seca. Incorpore as lascas do pato no arroz e envolva. Deite metade num tabuleiro de ir ao forno. Espalhe metade do chouriço fatiado e coloque o resto do arroz. Alise bem e decore com o resto do chouriço. Leve ao forno a 185º por 15 minutos. Se tiver opção grill, no final toste-o 2 minutos.

No meu gosto pessoal prefiro o pato misturado no arroz em vez de ficar numa única camada no meio do tabuleiro. Omiti o bacon. A couve lombarda com a cenoura (que praticamente não se nota), enriquecem este prato tradicional, na minha opinião ajudam a desenjoar das gorduras.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Doce de Ameixa Branca com Pinhões


Se a ameixa é branca, porque é que o seu doce fica vermelho/alaranjado? Penso que tal se deve à uma cozedura lenta e demorada e/ou por algum processo de oxidação da fruta com o açúcar. À parte dos pormenores técnicos, tinha 2 kg de uma boas ameixas, ou eram comidas rapidamente ou... enchiam cinco potes de compota.

Ingredientes:

2 kg de ameixas (deu 1,4 kg depois de descascadas e descaroçadas)
1 kg de açúcar
sumo de meio limão
3 estrelas de anis
1 colher de sopa de pinhões por pote de compota


Preparação:

Descasque e retire todos os caroços das ameixas. Coloque a fruta e o açúcar numa panela. Junte o sumo do limão e as estrelas de anis.

Deixe cozer lentamente por aproximadamente uma hora. Mexa com uma colher de pau de vez em quando e retire alguma espuma que eventualmente se forme. Desligue o lume quando o líquido que se formou já tiver reduzido o suficiente para o doce ficar com uma consistência própria, normalmente o ponto estrada. Hoje deixei ligeiramente mais líquido já que depois de arrefecer sempre endurece um pouco mais. Juntei os pinhões antes de passar para os potes de vidro.

À semelhança do doce de morango, em que também utilizei as estrelas de anis, penso que neste doce não resulta tão bem. O sabor do anis sobressai. Mesmo sendo um sabor da minha preferência, para mim um doce se provado de olhos fechados deve ser rapidamente identificado. No caso desta compota que ficou óptima, tenho de confessar que se o provasse de olhos fechados iria ter sérias dúvidas em perceber que fruto se tratava.

Se forem fãs de anis usem, mas acho que resulta melhor com os morangos. Se não quiserem arriscar façam o doce sem o anis.

No final a combinação com os pinhões resulta. Este doce vai ser mais devorado à colherada do que barrado em tostas, penso eu de que...
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