Os mitos à volta da cozinha, apenas me desafiam a entrar num ambiente que sempre gostei. Comer é um prazer, um acto social. Gosto de experimentar novos sabores e novas formas de cozinhar. Recordo os cheiros e sabores da infância, assim como após as minhas viagens venho para casa tentar reproduzir ou adaptar pratos que provei de outras culturas. Ouse e surpreenda os seus convidados ou a si próprio. Cozinhe,... sem tabus!


terça-feira, 30 de novembro de 2010

Cogumelos Pleurotus com Especiarias de Marrocos



A minha mania por cogumelos... e especiarias. São uns cogumelos grandes de nome Pleurotus que se encontram embalados frescos com relativa facilidade nos supermercados. Das minhas ultimas férias de Verão, passei por Granada no sul de Espanha onde a influência Marroquina é muito presente. Aproveitei e cativou-me uma mistura de especiarias que estava rotulada de "Especiarias de Marruecos", ao olhar parece uma paprika com uma cor vermelho alaranjada, mas ao cheirar há lá outras coisas misturadas.


Ingredientes:

Cogumelos Pleurotus
1 cebola
mistura de especiarias de Marrocos (na falta use paprika + um pouco de piri-piri)
cebolinho
azeite
sal


Preparação:

Corte a cebola às meias luas, leve ao lume com azeite. Junte os cogumelos. Tempere com as especiarias e cebolinho fresco. Tape e deixe abafado 2 a 3 minutos. No final tempere com uma pitada de sal. Sirva de imediato.



segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Bolinhos de Amêndoa com Sultanas





Apenas amêndoa e açúcar fazem destes bolinhos uma espécie de almendrados, uns biscoitos ou umas bolachinhas. Se não os deixar cozer demasiado ficam húmidos no interior o que lhes confere uma agradável textura.


Ingredientes:

250 gr de amêndoa com pele
150 gr de açúcar
2 ovos
3 colheres de sopa de sultanas brancas


Preparação:

Triture a amêndoa e misture-a com o açúcar. Adicione os ovos. Incorpore com uma colher até estar bem ligado. Junte as sultanas e envolva para que fiquem bem distribuídas pela massa.

No tabuleiro do forno coloque uma folha de papel vegetal. Com um colher de sopa retire uma porção de massa e faça uma pequena bola. Mesmo que não fique perfeita não faz mal. Quando começar a cozer a massa irá espalmar e adquire a forma de uma bolacha.

Deixe espaço suficiente entre cada bolinho para não se tocarem. Rende aproximadamente 14 biscoitos. Leve a cozer a 180º durante 8 minutos na parte mais alta do forno (a 3/4 de altura), depois coloque o tabuleiro a 1/3 de altura e ligue só o grill (se tiver), deixe mais 2 minutos sempre a vigiar para que não passem de dourados a queimados! Retire o tabuleiro do forno e só depois de frios descole-os do papel vegetal 

Viram aqui na Cozinha Sem Tabus e pediram-me para fazer o chá aromatizado com açúcar baunilhado. Achei que tinha de ter algo para acompanhar o chá. Sairam estas delícias.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Farinheira com Ovo e Esparregado em Massa Filó



Voltei a usar a massa filó de forma semelhante a esta receita, preparei umas caixinhas e depois foram recheadas com farinheira, ovo e esparregado.

Ingredientes: (4 caixas de filó)

2 folhas de massa filó
1 farinheira
3 ovos
sal
1 colher sobremesa de manteiga
esparregado q.b.


Preparação:

Corte as folhas de massa filó ao meio e novamente em metades. Vai ficar com 8 quadrados de filó. Sob formas de queque coloque duas folhas desencontradas e forre as formas deixando a massa transbordar para fora. Leve ao forno a 180º cerca de 4 a 5 minutos até começarem a ficar estaladiças.

Bata os ovos. Tire a pele à farinheira e corte-a e pequenos bocados. Leve ao lume a colher de manteiga, junte a farinheira e mexa um pouco até começar a libertar a gordura dela. Deite os ovos batidos por cima temperados com um pouco de sal (pouco porque a farinheira já tem tempero). Mexa até os ovos mexidos ficarem cozidos e ligados.

Retire a filó do forno e prencha metade com ovo e farinheira e o restante com esparregado. Volte ao forno mais 3 a 4 minutos até a massa ficar bem estaladiça e dourada.

Acompanhei com alface frisada.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Chá Aromatizado com Açúcar Baunilhado



Hoje a minha sugestão é muito simples: apreciar um bom chá. Se a isso ainda juntar o aroma da baunilha, só vos posso dizer... experimentem vocês mesmos(as) e contem-me. Os dias cada vez mais frios levam-nos a procurar conforto num chá quente.




Ingredientes:

Chá (deverá ser de boa qualidade, um chá tipo do Ceilão ou uma mistura aromatizada)
Açúcar baunilhado


Preparação:

Ferva a água, por exemplo meio litro. Desligue o lume e junte duas colheres de sopa de chá. Misture e deixe repousar 3 a 5 minutos. Passe por um coador antes de servir. Adoce com um pouco de açúcar baunilhado.




Dica para ter sempre açúcar baunilhado: em vez de comprar aquelas saquetas de 15 mg, faça o seu próprio açúcar aromatizado. Poupa muito dinheiro e tem bastante mais quantidade sempre à  mão. Para tal coloque num frasco de vidro 1/2 kg de açúcar branco. Junte duas ou três vagens de baunilha. Enterre-as no açúcar. Feche muito bem e deixe estar assim pelo menos três semanas. De vez em quando abane o frasco para o açúcar e o aroma de misturarem melhor. Quanto abrir o frasco vai exalar um fantástico aroma a baunilha.

Agora imagine este aroma com o aroma de um chá com frutos do bosque e flores!




quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Bacalhau à Marinela



Este bacalhau nem o consigo chamar de outra coisa que não seja o "bacalhau à Marinela". A sua história vem de há uns quantos anos atrás em que me aventurei com uma amiga a preparar uma festa de aniversário para quase 30 pessoas na casa da aniversariante. Sem nada previamente preparado e das 12 às 17 horas daquele dia, até hoje não sei como conseguimos fazer tanta comida em 5 horas. Entradas, pratos principais e várias sobremesas.

Este prato é ideal para fazer em grande quantidade. Prepare vários tabuleiros e coloque dois a dois no forno só para tostar. Se não estiver na loucura de alimentar uma festa de convidados "esfomeados", em casa no sossego do lar faça um tabuleiro grande e obtém seis refeições no mínimo. Pode congelar doses individuais e utilizar naqueles dias em que não há nada preparado nem vontade de cozinhar.


Ingredientes:

3 cebolas grandes
4 dentes de alho
4 postas grandes de bacalhau crescido/graúdo
2 cenouras médias
8 a 10 batatas médias
sal
azeite
pimenta moída
leite para o bechamel
água da cozedura do bacalhau
200 ml natas


Preparação:

Coza o bacalhau. Reserve e ainda morno retire peles e espinhas e lasque-o.

Pele e corte as batatas em palitos, depois em pequenos cubos. Frite-as em óleo sem as deixar demasiado fritas. Escorra sob papel absorvente.

Corte a cebola em meias luas e o alho às rodelas finas. Leve-os ao lume com uma boa porção de azeite. A meio da cozedura junte as cenouras raladas. Envolva e passados dois a três minutos junte as lascas de bacalhau. Tempere com pimenta.

Prepare um bechamel com metade de leite e metade da água da cozedura do bacalhau. Faço a olho mas será mais ou menos assim: dissolva 5 colheres de sopa cheias de farinha num pouco de leite. Utilize duas chávenas de chá de leite e outras duas de água da cozedura do bacalhau. Tempere com um pouco de sal e uma colher de manteiga. Leve a lume médio e não pare de mexer com uma colher-de-pau até engrossar. Quase no final junte 200 ml de natas.

Misture a cebola e o bacalhau com os cubos de batata frita e o bechamel. Envolva com cuidado e rectifique o tempero. Disponha num tabuleiro grande de ir ao forno. Alise e coloque uma fina camada de bechamel. Polvilhe com pão ralado. Leve ao forno a 200º por 20 minutos até que comece a dourar.




terça-feira, 23 de novembro de 2010

Reciclar Alimentos - Fusilli num prato quase vegetariano



Olá a todos(as)! Tenho estado um pouco out dos cozinhados mas espero voltar a sujar as mãos de farinha, açúcar e outros ingredientes o mais breve possível.

Hoje deixo apenas uma simples participação para o Desafio de Culinária Reciclada do Delícias e Talentos, um óptimo alerta para todos nós. Ora, como era pedido a receita devia iniciar com uma frase sobre "reciclagem" de comida. O termo não soa muito bem, mas acho que todos percebem ao que ser quer chegar. Há quem lhe chame aproveitar restos e sobras, etc. etc...

O conceito que se pretende transmitir é a importância de nos consciencializarmos para evitar o desperdício de comida, sobretudo quando noutras partes do mundo a fome é uma cruel verdade no dia-a-dia. Aproveitarmos "restos" além de nos por a imaginar como utilizá-los num prato minimamente comestível e atraente, leva-nos a poupar dinheiro, a criarmos hábitos e práticas de poupança, evita-se menos produção agrícola, logo menos recursos do planeta, menos pesticidas, menos transportes, menos lixo, uma vida mais saudável.

Quando vi este desafio quis participar com outra receita, mas não me foi possível. Costumo guardar o molho que sobra das jardineiras (de vitela ou borrego). Congelo e com ele aproveito para cozinhar massa que fica com um excelente paladar dos ingredientes da jardineira, o molho de tomate, as ervas aromáticas,...

Mas a receita de hoje é mesmo frutos de outros restos.


Ingredientes:

Massa fusilli tricolore cozida
Fatias de queijo
Paté
Folhas de majericão
Vinagre balsâmico em creme
Azeite


Preparação:

Tinha um resto de massa fusilli já cozida que dava para um prato de refeição. Temperei com um fio de azeite e dispus por cima duas fatias de queijo cortadas aos bocadinhos. Levei ao microondas um minuto.

Coloquei uns bocadinhos (o final de uma embalagem) de paté e três folhas de majericão cortadas. Rematei com vinagre balsâmico em creme (versão balsâmico c/ doce de figo, disponível no Gourmet do Continente).

As folhas de majericão algumas parecem um pouco murchas. Explico: estava pronto a iniciar esta refeição quase vegetariana e tocaram-me à campainha. Enquanto fui atender o prato ficou morno e o queijo já não era aquela coisa derretida. Voltou ao microondas dai parecerem meias queimadas. Quando há pressa lanço a faca às folhas de majericão mas prefiro lascá-las com os dedos em bocados maiores. O metal do corte da faca acho que as oxida muito rápido. Usem-nas inteiras de preferência.

Outra dica de reciclagem: o majericão vem de um vazinho que floresce à mais de um mês numa janela soalheira da cozinha. Pelo preço habitual de um raminho embalado (mais ou menos 1,39€ a 1,49€) preferí um majericão em vaso. Está fresco à mais de um mês e se tivesse que comprar embalado já teria comprado seguramente sete ou oito embalagens individuais. E com isto, menos embalagens de plástico e menos papel autocolante para etiquetar a marca e o preço. Menos plástico, menos lixo, ambiente mais limpo.

As intensas e muito inteligentes campanhas sobre a reciclagem de resíduos domésticos deram frutos. Diz-se que água mole em pedra dura, tanto dá até que fura. Hoje por vezes ainda uma ou outra vez tento colocar no lixo latas de bebida ou garrafas. Mas quando estou com a embalagem na mão em direcção ao lixo, sinto-me de tal forma mal, mesmo como se estivesse a cometer um crime ecológico e acabo por mudar a direcção do braço e a embalagem lá vai para a separação de embalagens que acabam no ecoponto amarelo.

Também não consigo deitar óleos e azeite no ralo do lava-louça. Tudo é guardado em frascos de plásticos dos sumos de 1 lt já utilizados. Deposito depois nuns contentores à entrada dos supermercados Pingo Doce.

sábado, 20 de novembro de 2010

Hoje a Moira Vem Jantar,... e à sobremesa até a Framboesa quis ser Cereja!



Framboesas com Chocolate e Açúcar Caramelizado

Esta é minha sobremesa para o jantar virtual que a Moira do Tertúlia de Sabores nos desafiou a participar no terceiro aniversário deste blogue inspirador. A Moira (Manuela Cruz) é uma simpatia, uma senhora e uma cozinheira maravilhosa. Acho que todos nós nos rendemos aos seus pratos e queremos entrar pelas suas fotos dentro para apanhar o rasto do cheiro a quente daquele bolo, as especiarias daquele cozinhado ou o exotismo das suas experiências culinárias.

As receitas do dia 20 de Novembro todas juntas vão fazer um banquete. Que interessante seria juntar todos os bloguer's participantes. E se eles levassem o seu prato... todos juntos com a Moira a confraternizar a conhecermos-nos uns aos outros e é claro a petiscar as iguarias uns dos outros. Seria fantástico. Deixo o desafio à Manuela para organizar essa festa! 

Vamos à sobremesa.




Quis fazer uma coisa simples mas diferente, visualmente atractiva. A primeira ideia que me veio à cabeça foram cerejas, cerejas, cerejas. Mas já não é época! As cerejas não deixaram de assaltar os meus pensamentos. Nasceram assim umas framboesas que ousaram quer ser cerejas. Até têm caroço (de chocolate) e pecíolo (de açúcar caramelizado). Termina tudo num banho de chantilly.


Ingredientes:

8 colheres de açúcar
1/2 colher de água
1/4 de uma barra de chocolate negro 70% cacau
12 framboesas
chantilly q.b.


Preparação:

Prepare um caramelo colocando o açúcar e a meia colher de água ao lume numa frigideira anti-aderente. Deixe chegar à consistência de caramelo líquido com uma cor de mel acentuada. Desligue o lume para não deixar o caramelo queimar. Numa bancada coloque uma folha de papel vegetal bem assente, se necessário estique-a prendendo-a com fita cola nas pontas.

Com uma colher de sopa despeje caramelo em fio sob o papel vegetal a uma altura de 5 cm. Tente fazer um fio aproximadamente com 20 cm de comprimento. A grossura do fio não deverá ter mais que 1 a 2 mm de espessura e solidifica de imediato. Faça vários fios até apanhar o jeito, direitos e uniformes. Aproveite e faça também uma grelha caramelizada para decorar por cima do chantilly. Despeje a colher de caramelo em movimentos circulares uma altura mínima de 15 cm, depois cruze o caramelo até ter uma espécie de grelha. Os fios e a grelha, depois de frios, desprendem-se bem do papel vegetal. Reserve.

Improvise um mini-saco de pasteleiro com uma folha de papel. Faça um cone, prenda com fita-cola e corte a ponta para formar um pequeno orifício. Derreta o chocolate em banho-maria, verta no cone duas colheres de sopa e pacientemente encha as cavidades das framboesas, com o cuidado de não as sujar de chocolate.

Antes que o chocolate solidifique, espete os fios de açúcar caramelizado que quebrou previamente com cerca de 5 a 6 cm de comprimento cada um.

Leve ao lume umas quantas framboesas com duas colheres de açúcar por uns minutos. Esmague-as e passe o líquido obtido por um coador fino. Improvise outro mini-cone de pasteleiro e decore o prato com uns salpicos de doce de framboesa.

E pronto, acho que consegui inverter aquele ditado popular que diz "mais vale sê-lo do que parecê-lo".


Espero que a Moira goste desta sobremesa e um feliz aniversário ao Tertúlia de Sabores.

Para a Moira um grande abraço e um beijinho, sem tabus!

Miguel, 20-Nov-2010


segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Red Velvet Cup Cakes





Os cup cakes seduzem primeiro pelo aspecto depois... alguns, se não fosse o creme valiam pouco ou nada. Cada vez se vêm mais nos centros comerciais. Antes era moda o "Corner das Nells" (nails - unhas, da série com a Ana Bola e Maria Ruef) agora os corners dos cup cakes estão em voga!

Nunca me seduziram especialmente sobretudo porque são simples queques com creme colorido e enfeitado. Tem a sua graça, tem. Mas vendem-nos a um preço exagerado.

Assim, quando me decidi fazê-los pelas minhas mãos quis que não fossem só simples queques. Peguei na receita do Red Velvet Cake da Leonor do Flagrante Delícia e com poucas adaptações passei a massa para versão cup cake.




Ingredientes:

1 colher de sopa de corante alimentar vermelho
1 colher de sopa rasa de cacau magro
1 colher de chá de aroma de baunilha
55 gr de manteiga sem sal, amolecida
135 gr de farinha com fermento
150 gr açúcar
1 ovo grande
125 ml de leite
1 pitada de sal fino
1 colher de chá de fermento para bolos
1 colher de chá (mal cheia) de vinagre


Preparação:

Unte e polvilhe com farinha 10 a 12 formas de queque. Pré-aqueça o forno a 180º.

Bata a manteiga com o açúcar durante 4 a 5 minutos até ficar esbranquiçada e esponjosa. Junte o ovo e bata mais um pouco. Misture o fermento e a colher de cacau na farinha e adicione-a à massa em 3 vezes, alternando com o leite. Misture bem.

Junte o sal, o corante alimentar e o aroma de baunilha e a colher de chá de vinagre. Bata mais uns minutos.

Deite a massa nas formas de queque até 3/4 da capacidade. Coza 20 a 25 minutos. Desenforme depois de frio.


Para a cobertura:

240 ml de leite
25 gr de amido de milho
220 gr de manteiga amolecida
200 gr de açúcar fino
1 colher de chá de aroma de baunilha

Num tacho  leve ao lume o leito no qual previamente dissolveu o amido de milho. Deixe cozer sem parar de mexer, até que fique espesso. Irá ficar grosso. Reserve numa tigela e tape com película a tocar no creme, para não criar uma crosta à superfície. Deixe arrefecer.

Bata o açúcar com a manteiga até que fique cremoso (5 minutos aprox.). Junte o aroma de baunilha e por fim a mistura de leite. Bata mais uns minutos até que esteja homogéneo. Reserve no frio meia hora até utilizar para cobrir os cup cakes com a ajuda de um saco de pasteleiro.

Decore a gosto com cofetti, amêndoas laminadas, bolinhas prateadas, cacau polvilhado, etc...

Red Velvet cup cakes, are you ready?


sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Cogumelos à Brás com Salsicha



Este é mesmo daqueles pratos inventados à última hora. Era para ser bacalhau a Brás, senão quando dou conta que não havia bacalhau em casa, nem farripa. Não me dei por rendido e troquei o bacalhau por cogumelos laminados enlatados. O resto é a mesma receita. Juntei umas salsichas por cima.

Esta semana de trabalho tem sido muito desgastante e dose de stress extra! Devido ao cansaço não tenho estado virado para as lides culinárias, mas hoje ainda arranjei forças para vir ler as mensagens que os meus queridos leitores vão deixando. Obrigado a todos. Quando puder passo também pelos vossos "cantinhos".


Ingredientes:

1 cebola média
3 dentes de alho
3 ovos
2 latas pequenas de cogumelos laminados
1,5 medidas (pode ser uma tigela) de batata frita palha
azeite
sal
pimenta


Preparação:

Leve a cebola e os alhos a refogar em azeite sem deixar queimar. Junte os cogumelos a meio da cozedura. Adicione depois a batata palha e envolva para humedecer.

Bata os ovos e tempere com uma pitada de sal e pimenta moída na altura. Deite no tacho e mexa e envolva bem até cozerem.

À parte aqueça 2 salsichas grandes com um pouco de manteiga. Corte às rodelas e disponha por cima destes cogumelos à Brás.

E você se não tivesse bacalhau e nem cogumelos o que meteria nesse  ???? à Brás?

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Solha no Forno



Solha no forno, um peixinho suave e delicioso.


Ingredientes:

2 postas de solha por pessoa
cebola
alhos
sal
azeite
vinho branco
azeitonas
majericão fresco
pimenta


Preparação:

Faça uma cama com cebola cortada em meias luas. Coloque por cima as postas de solha temperadas com sal. Junte os alhos, a pimenta moída na altura e folhas de majericão partidas. Finalize com algumas azeitonas. Regue com azeite virgem (aproveitei para experimentar o Espiga Virgem Extra que a Lusitana me ofereceu) e uns borrifos de vinho branco.

Leve ao forno a 200º cerca de 20 minutos. Acompanhe com batata cozida e salada a gosto.

Acho que mesmo só nós os Portugueses adoramos estes pratos onde se possa humedecer o pão no molho. Gostei da textura suave do azeite Espiga que não conhecia até aqui.


quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Marmelada



A marmelada é daqueles doces de época que nunca deixo de fazer todos os anos. É tão simples e está em conjunto com o de tomate e o de morango entre os meus preferidos.


Ingredientes:

2 kg de marmelos descaroçados
1,5 kg de açúcar
3 paus de canela.


Preparação:

Lave bem os marmelos com um esfregão para os libertar do pêlo que cobre a pele. Corte-os às metades, depois aos quartos e finalmente aos oitavos. Assim retiram-se os caroços mais facilmente. Não descasque, mantenha a pele.

Leve a cozer numa panela alta juntamente com o açúcar e os paus de canela, em lume brando por cerca de uma hora a uma hora e dez minutos.

Desligue e triture muito bem com a varinha mágica. Fica muito aveludado e com uma cor encarniçada bastante apelativa. Guarde em caixas herméticas.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Bolo de Figo na Caneca





E se lhe apetecer um bolo mas... não quer fazer um daqueles grandes, ... nem se quer penitenciar por ter comido fatias e mais fatias, ... mas apetece-lhe. A solução é simples: faça um bolo na caneca. Cinco minutos e está pronto e quase não suja louça.

Todos nós devemos ter o nosso tempo e espaço pessoais já que a maioria dele é para a família e para o trabalho. No seu tempo pessoal, faça este bolo (ou uma adaptação dele) desfrute sozinho(a) de uns minutos de sossego, longe da algazarra das crianças, sem o marido ou a esposa. Seja um pouco de criança, qual de nós não comeu já doces às escondidas? Saboreie e devore esta caneca, lave-a e logo logo já estarão ai a entrar as crianças e os maridos. 

Bolo de Figo na Caneca:

Ingredientes:

1 ovo
4 colheres de sopa de leite
3 colheres de sopa de óleo
2 colheres (rasas) de sopa de açúcar
2 colheres de sopa de doce de figo
5 colheres (rasas) de farinha de trigo
1 colher de café de farinha de alfarroba
1 colher de café de fermento para bolos
pinhões para decorar


Preparação:

Pode bater o bolo directamente na caneca adicionando os ingredientes um a um. Eu prefiro bater num recipiente pequeno à parte. Estas quantidades dão para duas canecas com capacidade de 300 ml.

Num recipiente pequeno bata o ovo com uma vara de arames. Junte o óleo e misture. Em seguida o açúcar e as duas colheres de doce de figo. Usei este que tinha feito no Verão. Continue a bater. Prossiga com as colheres de leite e por fim junte a farinha misturada com o fermento e a colher de café de farinha de alfarroba. Misture bem. Obterá uma massa um pouco mais líquida que a de um bolo normal.

Utilize mesmo a medida de colheres rasas. Se usar colheres bem cheias de farinha ou açúcar irá ficar com o bolo demasiado duro.

Unte ligeiramente a caneca com um pouco de manteiga ou use o spay da Espiga que facilita imenso esta tarefa. Deite massa em duas canecas até metade da capacidade. Leve cada caneca (em separado) ao microondas por 3 minutos exactos na potência máxima.

Vai crescer até ao bordo da caneca ou mesmo superá-lo. Decore com pinhões e coma-o da caneca ainda morno. Se preferir desenforme. Pode também comer frio.

Discretamente lave a caneca e ninguém lá em casa precisa de saber o que aconteceu! Eu prometo que não vou contar nada!   

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Entrecosto no Forno com Marmelos



Entrecosto, mel, alecrim e marmelos. Não há as tradicionais batatinhas com pele. Uma sugestão agri-doce.


Ingredientes:

750 gr de entrecosto com osso
2 marmelos médios ou 1 grande
3 cebolinhas
1 haste de alecrim fresco
4 dentes de alho
3 colheres de sopa de mel
sal
pimenta
azeite q.b.
vinho branco q.b.

Preparação:

Descasque e esmague os dentes de alho com o almofariz junto com um pouco de sal grosso. Junte as agulhas do alecrim separadas do ramo principal, um pouco de pimenta, azeite q.b. e o mel morno. Misture bem e com o molho barre o entrecosto.

Já na travessa de ir ao forno disponha à volta da carne os marmelos cortados aos bocados (com casca) e as cebolas em quartos. Regue com uns borrifos de vinho branco.

Leve a forno a 200º por 40 a 45 minutos aproximadamente.

Sirva simples ou acompanhado de salada a gosto.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Sardinhas Folhadas



Sardinhas em massa folhada. Usei frescas mas também pode usar de conserva. Arranjadas e cortadas em filetes que foram marinados em limão, depois cobertas com pasta de azeitona e finalmente seladas em massa folhada. Apetecem-me pratos de forno e este é de peixe!


Ingredientes: (para 4 pessoas)

4 sardinhas grandes
sumo de limão
pasta de azeitona (verde ou preta)
sal
1 base de massa folhada


Preparação:

Arranje as sardinhas, retire-lhes a espinha e corte-as ao meio em dois filetes. Tempere com sal (mas pouco) e sumo de limão. Deixe marinar pelo menos 20 minutos.

Na face interna de cada filete coloque pasta de azeitona (atenção que estas pastas já tem sal). Corte rectângulos de massa folhada e envolva cada filete, selando-o (veja a sequência de fotos a seguir). 

Leva a forno a 200º por aproximadamente 25 a 30 minutos até a massa estar dourada e estaladiça. Sirva com salada a gosto. 







Boa sardinhada, de Inverno!


quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Bolo de Caramelo com Sementes





Este é o meu bolo de caramelo, hoje com umas sementes à mistura (sementes de papoila e sésamo). Se quiser ponha as sementes em opcional e faça só o bolo, no entanto pela sua textura crocante merecem ser utilizadas.

Este bolo fica super fofo. Utilizei uma forma de 24 cm de diâmetro, sem buraco. Aconselho que utilizem forma com buraco no meio, caso contrário a tendência é para abater no centro.


Ingredientes:

6 ovos
100 gr de manteiga
100 gr de açúcar
150 gr de açúcar para o caramelo
150 gr de farinha de trigo
225 ml de leite meio gordo
1,5 colheres de chá de fermento
3 colheres de sopa de sementes de papoila (opcional)
1 colher de sopa de sementes de sésamo (opcional)


Preparação:

Unte uma forma com manteiga ou com o spray da Espiga. Polvilhe com farinha e reserve. Bata as claras em castelo e reserve também.

Numa frigideira anti-aderente coloque as 150 gr de açúcar com uma colher de água. Ligue o lume para fazer o caramelo. Aqueça o leite até ficar bem quente. Quando o açúcar derreter completamente e ficar líquido, deixe-o no lume até ganhar cor de mel. Para tal agite a frigideira de vem em quando. Logo que atinja o ponto desligue de imediato para não queimar, o que é um processo muito rápido. Deixe reduzir a temperatura um a dois minutos e junte em seguida o leite bem quente. Mexa bem e volte a ligar o lume até o açúcar se desfazer completamente com o leite. Tenha cuidado ao deixar o leite no caramelo, vai borbulhar e salpicar. No final vai obter um leite hiper caramelizado. Deixe que fique morno até juntar à massa.

Bata a manteiga amolecida com o açúcar e junte as gemas. Junte depois o leite caramelizado e bata bem. Adicione as claras em castelo e a farinha peneirada. Envolva com cuidado. 

Por último adicione as sementes de papoila enquanto dá as últimas mexidas. Deite a massa na forma e por cima polvilhe com sementes de sésamo. Leve a cozer em forno a 180º por 25 minutos aproximadamente. Teste com um palito.

As sementes de papoila não tem o mesmo aspecto visual, por exemplo, em relação a este bolo de iogurte. Aqui o que se pretende é uma trincadela estaladiça, o que as minúsculas semente acabam por proporcionar. As sementes de sésamo completam o aspecto visual. Se não tiver/quiser as sementes siga a receita sem elas. Como podem ver pela foto da fatia, a cor de caramelo forte é bastante apelativa,... e fica muito fofinho. Uma delícia sem dúvida.


terça-feira, 2 de novembro de 2010

Pão-Bolo (Integral) com Orégãos



Também poderia chamar a este pão um pão-bolo já que levou claras em castelo. Por fora lembra-me o bolo do caco da Madeira, por dentro não tem nada a ver. Sou apreciador da farinha integral e uns orégãos secos à mistura pareceu-me uma opção saborosa.


Ingredientes:

150 gr de farinha de trigo integral
50 gr de farinha de milho
170 ml de leite meio gordo
2 claras de ovo
2,5 colheres de chá de fermento para bolos
1 colher de chá de orégãos secos
1 pitada de sal


Preparação:

Este pão foi cozido numa forma de 18 cm de diâmetro, corresponde a aproximadamente a um palmo. É ideal para um lanche a três ou a quatro e servido ainda morno. Cortado ao meio e barrado com um pouco de manteiga fica excelente. Frio é agradável na mesma, a massa fica fofa.

Misture bem as duas farinhas, o fermento, o sal e os orégãos. Incorpore o leite aos poucos e misture com a batedeira em velocidade média/baixa. Bata duas claras em castelo e adicione com cuidado.

Unte uma forma de bolos pequena (ideal 18 cm), usei o spray da Espiga. Polvilhe com farinha, coloque a massa e leve ao forno a 180º por 25 minutos aproximadamente. Se quiser dourar um pouco no topo, se tiver, use a opção grill do forno. 
 



sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Creme de Couve-Flor e Espargos Verdes



Para hoje uma chávena de um creme espesso de couve-flor e espargos verdes. Como não sou nem pelo 8 nem pelo 80, o creme de couve-flor ou o creme de espargos em vez de separados juntaram-se desta vez.

Ingredientes:

1 cebola pequena
azeite
1 cabeça de couve-flor média
6 espargos verdes
1 litro de caldo de legumes
sal
amêndoa sem pele triturada (opcional) e amêndoa laminada


Preparação:

Pique a cebola e saltei num pouco de azeite. Antes que passe a um refogado junte os espargos cortados em bocados 2 cm. Deixe ficar mais um pouco. Adicione a couve-flor cortada em raminhos e deite um litro de caldo de legumes. Se não tiver use metade de um cubinho de caldo culinário.

Deixe cozer. No final triture muito bem. Deve ficar com a consistência de um creme espesso. Se se distraiu com a quantidade de água use a seguinte técnica para engrossar o creme: misture amêndoa sem pele finamente picada (tipo farinha). Volte a triturar o creme um pouco mais para emulsionar com a amêndoa.

No final decore com umas lâminas de amêndoa ligeiramente tostadas no forno ou numa frigideira anti-aderente. Aprecio este toque crocante na sopa. Apesar de já não usar há algum tempo, este post da Moira fez-me ir vasculhar a dispensa à procura de amêndoas laminadas que felizmente não tinham desaparecido por completo no último bolo.

Bom fim-de-semana e bons cozinhados a todos (aos que preparam e aos que só comem... esses últimos ajudem pelo menos a lavar a loiça!).

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Flognarde de Medronhos e um Passeio ao Buddha Eden Jardim da Paz







Apanhei-me com a quantidade certa de medronhos maduros para completar esta tarteira. Dei voltas à cabeça para imaginar o que faria com duas mãos cheias de medronhos... e por algumas exclusões de partes pensei que seriam bem empregues numa flognarde. Como diria a Gisela, nome fino! Vale a pena. Se conseguirem medronhos não pensem duas vezes, pensem uma e liguem o forno.

Inspiração veio deste post da Gisela. Não alterei praticamente nada, apenas ligeiramente um pouco mais de açúcar e farinha e não usei amêndoas que não seriam as melhores parceiras dos medronhos.


Ingredientes:

O fundo de uma tarteira de 22 cm preechido com medronhos
70 gr. de açúcar
70 gr. de farinha de trigo
15 gr. de manteiga
1 iogurte natural (sem açúcar)
leite meio gordo até completar 250 ml junto com o iogurte
3 ovos grandes
1 colher de chá de aroma de baunilha


Preparação:

Unte uma tarteira de 22 cm de diâmetro e disponha os medronhos lavados.

Bata os ovos com a vara de arames e junte os 250 ml do iogurte natural mais o resto em leite. Adicione a manteiga derretida (mais ou menos uma colher de sopa) e a colher de chá de aroma de baunilha. Por último incorpore a farinha misturada com o açúcar.

Ligue bem com a vara de arames. Verta esta massa líquida sob um coador grande para garantir que não passam eventuais grumos. Deite com cuidado por cima dos medronhos.

Leve a cozer em forno a 180º durante 45 minutos.

Bom apetite.

----

Agora a história dos medronhos. Apesar de serem raros e se comprados (já vi no El Corte Inglés) são a preço proibitivo, no fim-de-semana passado obtive estes perto do Bombarral num passeio ao jardim do BUDDHA EDEN Jardim da Paz.

Não conhecia. E eu que até sou muito de viajar, só descobri este parque/jardim à muito pouco tempo. Fica numa quinta a mais o menos 2,5 Km a nordeste do Bombarral na região Oeste de Portugal. A entrada é livre e o jardim foi criado "em resposta à destruição dos Budas Gigantes de Bamyan, naquele que foi, um dos maiores actos de barbárie cultural, apagando da memória obras primas. Profundamente chocado com a atitude do Governo Talibã, que destruiu, intencionalmente, monumentos únicos do Património da Humanidade."  Nasce assim o Buddha Eden Jardim da Paz.

Aproveitei o Sábado passado e numa atitude ecológia decidi usar o transporte público. Utilizei o comboio da linha do Oeste desde o centro de Lisboa. Consulte aqui horários. Saí de Lisboa-Sete Rios às 10:37 e cheguei ao Bombarral às 12:06. O percurso é turístico serpenteando as colinas da Malveira e as planícies agricultadas. É pena que a CP (agora REFER) tenha deixado degradar os comboios das linhas secundárias.

Chegado ao Bombarral nada melhor que praticar caminhada. Vinte e cinco a trinta minutos e estarão à porta da Quinta dos Loridos (local de instalação do Buddha Eden), apreciando ao ar livre as pereiras Rocha, macieiras e vinha. Além de budas gigantes existem os guerreiros de terracota em tamanho real. No final à saída existe uma loja de vinhos da região. Deixo algumas fotos.
Site oficial do Buddha Eden (consultem e tem mapa): http://www.buddhaeden.com/
Aproveitem um dia de fim-de-semana diferente. Vi muitos mais estrangeiros em excursões do que Portugueses propriamente ditos, infelizmente. Ficam algumas fotos, existe muito mais para descobrirem por vocês:









quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Lasanha de Salmão e Vegetais



Uma lasanha de salmão com legumes, pode ser uma ideia para aproveitar sobras ou simplesmente saborear o salmão com três vegetais diferentes.


Ingredientes:

10 folhas de lasanha fresca
2 postas de salmão
1 cabeça de brócolos cozida
1 beringela média
200 gr. de cogumelos frescos
Azeite
Sal
Ervas de Provence
6 folhas de manjericão fresco
500 ml de molho bechamel


Preparação:

Coza os brócolos e o salmão em separado. Lasque o salmão e corte os brócolos em pequenos raminhos.

Num pouco de azeite saltei os cogumelos laminados ou em quartos junto com a beringela cortada em cubos e sem casca. No final tempere com sal e ervas de provence.

Fora do lume junte tudo (legumes salteados, brócolos e salmão). Pique as folhas de manjericão e adicione. Rectifique o tempero.

Prepare 500 ml de bechamel ou use já preparado e proceda da seguinte forma: disponha no fundo de um tabuleiro um pouco de bechamel, siga com duas folhas de lasanha (usei uma marca branca que não necessitam de ser cozidas, estão prontas a usar). Cubra com parte dos legumes e salmão. Antes de colocar as próximas duas folhas espalhe mais bechamel por cima. Repita mais três camadas e termine com folhas de lasanha sob as quais dispõe o resto do bechamel.

Leve ao forno cerca de 20 a 25 minutos até dourar a superfície. Esta receita dá para quatro boas porções individuais.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Resultados do Desafio Dicas Anti-Crise

Uma vez reunidas todas as sugestões de poupança enviadas pelos participantes, juntei também algumas mais. Essencialmente espero dar o contributo para que todos consigam organizar e começar a pôr em prática boas práticas de poupança e redução de desperdícios. No fundo aprender ou aperfeiçoar o controlo financeiro de cada um de nós.

Este post é longo pelo que aconselho que leia com tempo ou imprima mesmo para que possa tirar as suas notas. À parte do meu próprio contributo com algumas dicas, chegaram a este desafio 13 participações individuais com um total de 68 dicas. Os blogues e participantes no desafio estão no final.

Estas sugestões podem-se aplicar a agregados familiares grandes, a pessoas que vivam sozinhas, a um jovem que “viva” apenas da mesada dos pais, a um trabalhador no activo, um reformado, etc... Os propósitos, as ambições e os condicionalismos de cada um de nós são de uma enorme variedade.

Antes de entrar propriamente no tema, nesta altura da leitura do quarto parágrafo mais de 90% dos leitores estarão agora a pensar coisas como “é impossível”, “não vou conseguir”, “tenho demasiadas despesas”, “isto é para quem ganha muito”, etc, etc….

Imagine que mensalmente teria de poupar/guardar 1% do seu salário? Não diga que tal é impossível. Comece por ai. Agora imagine que a sua capacidade de poupança pode subir para 5%, 10% ou mais do seu salário? Existem duas formas de poupar: ou ganhado mais (o que é mais complicado, a menos que mude de emprego para um salário superior) ou reduzindo as despesas. É neste último ponto que me vou focar.

Existe uma poupança que eu chamo de poupança “oculta”, ou seja, o benefício não é visível no imediato, não aparecem notas de euro na sua carteira com o passar de uma noite. Por exemplo se conseguir gastar menos dinheiro optando por marcas brancas no supermercado, se reduzir os seus consumos de electricidade e se reduzir o número de cigarros que fuma para metade; tem de pensar quanto dinheiro teria de gastar a mais se não tivesse tomado essas medidas de poupança. É certo que se gastou menos significa que poupou. Agora onde está esse dinheiro? O problema da maioria das pessoas está exactamente aí.

Respondendo às quatro questões que coloquei no início do post em que lancei este desafio, muitos de nós reconhecem nos dias de hoje que:
  • O nosso poder de compra e bem-estar é inferior ao do passado ou prevê-se num futuro próximo que essa redução venha a ocorrer.
  • Alguns já praticam acções de poupança e redução de desperdícios, mas a maioria penso que ainda não o faz. Será que cada um de nós se dispõe a começar?
  • A maioria provavelmente não sabe medir com exactidão as suas despesas.
  • E se forem conseguidas poupanças algumas vezes elas são gastas noutros fins e não se sabem bem onde andam essas poupanças.


Para começar é fundamental:

Estar motivado - os resultados não se vêem ao fim de 15 dias. Não desista à primeira, seja perseverante.

Adopte uma atitude positiva - não pense que vai passar fome, não vai deixar de ter actividades de lazer nem vai deixar de ter aquelas férias ou aquele presente que desejaria. Pelo contrário a probabilidade de conseguir essas coisas é maior.

Envolver a família - não adianta um fechar sempre a torneira enquanto lava os dentes e os outros três da casa fazerem o oposto. Seria uma batalha perdida.

Informação é poder - deixe de dizer “eu acho que…” gasto X Euros por mês nisto ou naquilo. Não tire por dedução, habitue-se a ter uma pequena contabilidade pessoal, guarde os talões do supermercado, compare preços. É essencial saber quanto gasta, em quê, quando e com que frequência.

Defina objectivos e não se desvie deles - o seu objectivo pode ser juntar dinheiro para fazer umas férias, juntar algum dinheiro no banco, remodelar a decoração da casa, o que seja. Não mude de planos constantemente, seja realista e não caia na tentação de usar o dinheiro para outra coisa que não a programada.


Comece por absorver esta ideia: Pague-se a si próprio.

Que quer dizer isto do Pague-se a si próprio? A mentalização para a poupança implica na maioria das pessoas/famílias uma inversão das prioridades. Se começar a poupar assim que receber o seu salário irá atribuir às poupanças a maior prioridade nas suas finanças pessoais. A maioria da população usa o seu salário com a seguinte ordem:

1º Contas a pagar
2º Diversão/lazer
3º Poupança

A categoria diversão/lazer é tão ampla e tão apetecível que não é de admirar que antes do final do mês já não sobre nada para poupança. Terá de inverter a ordem para:

1º Poupança
2º Contas a pagar
3º Diversão/lazer

Assim, a suas finanças pessoais terão o enfoque na poupança. A gestão até ao próximo salário é feita em função do remanescente. Caso falte dinheiro, então terá de adiar alguns actos de lazer para o próximo mês.

Como é que você se pode Pagar a si próprio? Em função dos seus objectivos de poupança e em função do valor que conseguir deixar de parte, faça-o de imediato no dia em que recebe o salário ou no dia imediatamente a seguir. Imagine que tem uma factura para pagar como por exemplo da electricidade. Pague-se a si próprio como se de uma conta se tratasse. Coloque esse dinheiro noutra conta bancária ou de uma forma mais arcaica dentro de um envelope. Esqueça-se desse dinheiro, não caia na tentação de lhe tocar e olhe para o resto do seu salário como o seu salário. Se no final do mês ainda conseguir que lhe sobre mais alguns euros junte à poupança. Quando receber o próximo salário repita o processo, comece por pagar-se a si próprio.

Não guarde dinheiro sem destino. Gastá-lo é tão fácil, juntá-lo é que é mais difícil. Defina dois ou três objectivos para poupar no pague-se a si próprio. Por exemplo 25 € para férias e 25 € para uma conta bancária. Parece pouco, mas pense que ao fim de um ano (14 salários) terá 350 € para férias e 350 € numa conta bancária.


Qual a diferença entre estes dois cenários?

1-Efectuar a viagem de 350 € este mês e ficar a pagá-la no cartão de crédito durante 12 meses

2-Juntar os 350 € e viajar daqui a um ano

O binómio responsabilidade-usufruto terminam nos dois cenários exactamente daqui a um ano, porque só finaliza os dois processos nessa altura. No cenário nº 1 irá antecipar o prazer mas além de uma responsabilidade e mais uma conta a pagar terá certamente pesados juros no cartão de crédito. No cenário nº 2 evitará custos de juros, terá tempo para programar a sua viagem e até conseguir pesquisar os melhores preços. O usufruto da viagem será seu na mesma, no entanto tomou as decisões acertadas. A antecipação do prazer não nos fará necessariamente pessoas mais felizes.


Depois desta longa introdução vamos às dicas propriamente ditas. Entre as que foram gentilmente enviadas pelos participantes do desafio, juntamente com algumas de minha autoria (afinal também sou participante do desafio), foram organizadas nos seguintes grupos:

1-Pague-se a si próprio

2-Dicas sobre consumos energéticos

3-Dicas sobre a organização das compras

4-Dicas sobre refeições fora de casa

5- Dicas sobre confecção de refeições em casa

6-Dicas sobre transportes

7-Dicas sobre diversão e lazer

8-Dicas sobre grandes compras

----- ---- ---- ---- ---- ---- ----- ---- ---- ---- ---- ---- ----- ---- ---- ---- ---- ---- -----

1-Pague-se a si próprio


• Assim que receber o seu salário retire imediatamente a parte que consegue poupar, para outra conta bancária à ordem, para um envelope ou aplique em pequenos depósitos a prazo a 30, 60, 90 dias (a maioria dos bancos já os tem no Homebanking).

• Tente fixar um mínimo mensal para o “Pague-se a Si Próprio”.

• Defina claramente dois, três ou mais objectivos de poupança, por exemplo: comprar um electrodoméstico, umas férias no estrangeiro, decorar a casa, poupar para amortizar o empréstimo à habitação, efectuar um depósito a prazo, um PPR (Plano Poupança Reforma), etc… Os seus objectivos é você que os define.

• Não caia na tentação de usar o dinheiro acumulado no “Pague-se a Si Próprio” para outros fins.

• Se aparecer uma emergência (uma avaria do carro, uma doença que implique uns dias de baixa médica, um electrodoméstico avariado, …) pense que um dos seus objectivos poderá chamar-se “Fundo para Emergências”. Mensalmente destine uma pequena quantia para essa rubrica de incógnitas. Se pensar e anotar todos os imprevistos que lhe aconteceram durante um ou dois anos, vai constatar que não são assim tão imprevistos como parecem. Muitos ocorrem mesmo, só que não sabemos exactamente quando. Se prevemos que os imprevistos mais cedo ou mais tarde vão acontecer, porque não começar a ter desde já o “Fundo para Emergências”?

Como medir os resultados?


É essencial conhecer o norte, o sul, o este e o oeste das suas despesas. É preciso olhá-las de cima, de baixo, de lado e na diagonal. Quero com isto dizer que para iniciar um bom plano de finanças pessoais e uma boa organização do seu orçamento e das poupanças só o conseguirá se tiver informação precisa e exacta. Só há uma forma de o conseguir: anotar as despesas e os ganhos.

Comece já no próximo mês no dia 1. Some todo o dinheiro que tem nas contas à ordem e o dinheiro que tem em casa (dentro de um envelope, na carteira), moedas incluídas. Some tudo ao cêntimo. Chame a isso as suas “Disponibilidades” no início do mês. Durante o mês ocorrem “Receitas”, por exemplo o salário ou alguma entrada extra de uma oferta (por exemplo) ou recebeu juros de um depósito a prazo. Por outro lado tem as “Despesas”. O saldo no final do mês irá ser o resultado de:


(Disponibilidades ao dia 1) + (Receitas do mês) – (Despesas do mês) = (Disponibilidades ao dia 31)


Anote todas as despesas. Para tal guarde os talões de supermercado e diariamente anote numa agenda não só essas despesas como todas as outras que vão ocorrendo e que possa não ter recibos. Faça-o depois numa folha de Excel, perca uns minutos todas as semanas para actualizar. O seu saldo na folha de Excel deverá coincidir com o seu saldo real (dinheiro no banco à ordem + notas e moedas em sua posse). Se não coincidir então esqueceu-se de anotar alguma receita ou algumas despesas. Tente ser o mais rigoroso possível.

Não se satisfaça em saber apenas o valor total das despesas, divida-as por rubricas, por exemplo:


 1 - Despesas com a habitação (inclui empréstimo à habitação, consumos energéticos, condomínio)
 2 - Alimentação (pode dividir em alimentação em casa e refeições fora)
 3 - Higiene (pode dividir em higiene pessoal e higiene da casa)
 4 - Transportes (pode dividir em combustível, oficina, seguros, passe social, …)
 5 - Comunicação (telemóveis, telefone fixo, Internet, despesas de correio)
 6 - Farmácia e despesas médicas
 7 - Vestuário e Calçado
 8 - Hobbys e actividades de lazer
 9 - Viagens
10 - Custos com terceiros (ofertas de aniversário, …)
11 - Outras despesas


Guarde o histórico ao longo dos meses, veja como evoluem as despesas, veja onde é possível cortar. Existem rubricas que cresceram anormalmente? Porquê? Existe uma justificação lógica. Faça comparativos mensais com o ano anterior e vá medindo a sua performance. Conseguirá ter uma visão muito real de como ocorrem as suas despesas e como crescem as suas poupanças. Este tipo de gestão mais simplificada ou mais pormenorizada, dependendo da sua vontade de detalhe, será a sua ferramenta base para medir os seus resultados.



2-Dicas sobre consumos energéticos

Electricidade:

• Substitua definitivamente as suas lâmpadas incandescentes por lâmpadas fluorescentes economizadoras. Embora sejam mais caras duram oito vezes mais e consomem significativamente menos.

• Apague as luzes das divisões se ninguém estiver lá.

• Não mantenha televisores acesos só para fazer barulho de fundo.

• Aproveite ao máximo a luz natural e o calor do sol durante o Inverno, abra as suas janelas para ter o máximo de luz.

• No Verão ao final do dia abra portas e janelas para refrescar a casa e fazer alguma corrente de ar. Não se preocupe, as pneumonias apanham-se com vírus, não com ar em movimento! Não corra de imediato para o botão do ar condicionado.

• Desligue o ar condicionado e aquecimentos se for sair de casa ou se não estiver por algum tempo na divisão onde eles estão.

• Não deixe aparelhos ligados no stand-by dos comandos de TV, aparelhos de DVD, consolas de jogos, etc…

• Prefira electrodomésticos eficientes de classe A ou A+. Prefira frigoríficos no frost (sem gelo). Pense se não estará na altura de reformar o seu velhinho frigorífico? Sabia que este electrodoméstico consome cerca de 35% a 40% do consumo total de energia eléctrica de sua casa? Aparelhos no frost evitam que os alimentos fiquem queimados com o gelo e acabarão por ir para o lixo.

• Não abra o frigorífico constantemente. Organize e pense o que vai precisar e retire (ou coloque) tudo de uma só vez. Aberturas repetidas farão com que o motor trabalhe constantemente.

• Será que vale mesmo a pena ter o congelador e o frigorífico na potência máxima? Se tiver um electrodoméstico com mostrador digital de temperaturas, aumentar 3ºC. no congelador e 2ºC. no frigorífico pode-lhe poupar 5% da conta total do mês.

• Retire os alimentos do congelador atempadamente de forma a não precisar de usar microondas para os descongelar.

• Use pilhas recarregáveis para pequenos aparelhos com relógios de parede, rádios, ratos, máquinas fotográficas, etc… Ao fim de cinco ou seis utilizações recuperou o investimento num carregador e num conjunto de quatro ou seis pilhas (também existem de vários tamanhos nas recarregáveis).

• Não utilize programas de máquinas de lavar roupa com elevadas temperaturas. Será que um programa a 40º ou a 30º ou até mesmo a frio não fará o mesmo? Para roupa que não esteja extremamente suja não vale a pena cozinha-la dentro da máquina de lavar.

• Utilize a máquina de lavar roupa na carga máxima, poupa no número de máquinas que faz por mês. Anote quantas máquinas faz do dia 1 ao dia 31. Vai surpreender-se. No mês seguinte certamente que vai tentar rentabilizar e reduzir um pouco.

• Não estará a lavar demasiado a sua roupa? Uma vez ouvi uma colega dizer que colocava as calças de toda a família na máquina de lavar após um dia de utilização! À parte das crianças será que um adulto necessita de colocar a lavar umas calças ao fim de 24 horas? A resposta é seguramente não.

• Informe-se sobre as tarifas e contadores bi-horários, se lhe for efectivamente benéfico mude de tarifário com a companhia de electricidade. Programe as máquinas para as horas mais económicas.


Gás:

• Evite banhos de banheira, prefira duches.

• No Inverno com o frio ficamos mais tempo no duche, mais água e mais gás serão consumidos.

• Não se esqueça de esquentadores ligados.

• Se cozinhar com as tampas nas panelas, atinge-se mais rapidamente a fervura.

• Em fervura reduza a chama do fogão.

• Desligue o forno um pouco antes dos pratos estarem prontos, o calor do mesmo é suficiente para terminar de cozinhar os alimentos.


Água:

• Verifique se tem torneiras a pingar, será hora de reparar. Uma vez que isso me aconteceu deixei um garrafão a aparar, ao fim de 12 horas tinha quase 5 litros de água! Seriam aproximadamente 3500 litros perdidos por ano.

• Coloque um redutor de fluxo nas torneiras sobretudo na cozinha. Ao reduzir o caudal vai poupar centenas de litros.

• Se lavar a louça à mão, nunca o faça com água a correr. Encha o lava louça e mantenha a torneira fechada enquanto ensaboa. Se não gostar desta versão, coloque o detergente num recipiente com um pouco de água e vá molhando o esfregão a cada peça que vai lavando.

• Quando está a cozinhar não encha as panelas com demasiada água. Existem alimentos que não necessitam de ser afogados para cozinharem. Poupa água e gás/electricidade no fogão.

• Na casa de banho coloque dentro do autoclismo uma garrafa de 1,5 litros cheia de água. A cada descarga poupa 1,5 litros.

• Verifique se o autoclismo perde água. Coloque umas gotas de um corante e espere algum tempo. Se vir água corada na sanita é porque existe uma fuga. Repare o autoclismo.

• Feche a torneira enquanto escova os dentes, a ensaboar as mãos ou o corpo no duche.

• Evite banhos de imersão, com um duche gasta muito menos água.

• No Inverno o tempo frio é tentador para ficar mais tempo no banho (mesmo que seja duche), para obter o conforto do calor. Se mantiver esse prazer verá a conta de água e gás disparar.

• Enquanto espera que a água do banho aqueça, encha um balde ou um garrafão. Use essa água para regar plantas e para lavar chão ou outras limpezas. Se a casa de banho for longe da cozinha e se for Inverno pode recuperar até 10 litros até ter a temperatura aceitável para iniciar o duche.

• Quem tem jardins regue de manhã cedo ou ao final do dia para evitar que a água evapore rapidamente.


Como medir os resultados?


Uma forma muito eficaz de medir os resultados das suas acções de poupança energética e de obter informação histórica para efectuar previsões, é o simples anotar as contagens dos contadores de água, gás e electricidade. Passe a fazê-lo rigorosamente no último dia do mês sempre à mesma hora. Programe por exemplo no seu telemóvel um alerta para as 21 horas de todos os dias 30 (ou 31). Anote os Kwh e os metros cúbicos dos contadores da electricidade, gás e água.


No mês seguinte repita o procedimento e faça a diferença da contagem do mês actual com o mês anterior. Obterá assim o consumo exacto do mês. Ao fim de um ano terá o histórico perfeito dos seus consumos. No ano seguinte obviamente irá comparar os consumos de cada mês com o mesmo mês do ano anterior e irá comparar o consumo acumulado até ao mês X deste ano com o acumulado ao mês X do ano anterior.

Esta informação é preciosa porque visualizará mensalmente se as suas acções de poupança resultam em reduções de consumos. Ao invés, se aumentarem então há que procurar a causa. Pode num determinado mês ter consumos superiores mas se no acumulado do ano estiver abaixo do ano anterior então está no bom caminho.

Com esta acção aproveite e dê as contagens às companhias, assim as facturas que aparecerão serão de consumos reais e não estimados. A factura real a pagar será muito próxima dos seus reais consumos. Só o facto de ser conhecedor dos seus consumos energéticos vai fazer com que esteja atento ao tema e vai estimulá-lo a tentar poupar.

Se ainda não tiver histórico tente com as facturas do ano de 2009 reconstituir os valores dos consumos mensais de cada rubrica (água, gás e electricidade) e assim já terá um mínimo de comparativo. Não se esqueça, meça em unidades de consumo (kilowatts hora ou metros cúbicos), se medir os valores das facturas pode não ter um bom comparativo já que as tarifas alteram.

Se não tiver gás canalizado e usar gás de botija, o modo de proceder é simples. Anote o dia em que mudou a botija e veja quantos dias durou até substituir pela próxima. Tente que cada botija dure mais dias. Se dividir o custo da botija em euros pelos dias que durou e depois multiplicar por 30 obterá o custo médio mensal da sua casa em gás.


3-Dicas sobre a organização das compras

• Antes de ir ao supermercado prepare uma lista de compras, evitará compras de artigos não programados.

• Não vá para o supermercado com fome. Acabará por comprar por impulso artigos pouco saudáveis nomeadamente doces ou outros bastante calóricos.

• Programe as idas ao supermercado. Não vá todos os dias, além de perder muito mais tempo e gasolina em deslocações trará sempre mais qualquer coisa, muitas vezes não necessária. Programe uma ou duas vezes por mês as compras de mercearia e semanalmente adquira a fruta, carne e peixe e outros frescos.

• Cinja-se a dois ou três supermercados não muito distantes de sua casa. Não se restrinja apenas a super/hipermercados, pode incluir também uma frutaria, peixaria e talho.

• Na falta de tempo existem compras online nos hipermercados que podem compensar pelo tempo poupado e alguns até oferecem o serviço de transporte.

• Perca algum tempo ou anote mesmo na lista de compras os preços dos artigos, compare entre supermercados e tente sempre obter a compra mais económica. Existem categorias de artigos que são mais baratos nuns supermercados que noutros.

• Esteja atento a promoções e descontos. Aproveite e se compensar compre para stock. Por exemplo detergentes, shampoos, pastas de dentes, papel higiénico, espumas de barbear e desodorizantes se comprados com 50% de desconto pode fazer stock para um ou dois anos sem que os artigos percam qualidade. É um investimento mas com um custo por metade. Pense que durante um ou dois anos não vai gastar dinheiro nesses artigos.

• Opte por marcas brancas, cujo preço é mais económico. Não seja céptico, não as rejeite à partida sem sequer ter experimentado. Existem agradáveis surpresas nestes produtos. Prove e se não gostar não compre. Os produtos de marca branca são produzidos pelas mesmas fábricas dos artigos de marca, pois só elas têm capacidade de fornecer enormes quantidades e com o poder negocial exigido pelas cadeias de hipermercados. Existem produtos em que literalmente só muda a embalagem exterior.

• Compre as frutas e legumes da estação, são mais nutritivos e mais económicos.

• Não compre frutas e legumes em demasia, deterioram-se mais rápido e o pior que pode fazer é colocá-los no lixo sem sequer os ter provado.

• Esteja atento a algumas promoções do tipo “Inclui +50% de produto” ou o “melhor preço é o da embalagem familiar”. Será que precisa mesmo de mais daquele produto? Não estará a comprar por impulso? As embalagens familiares aparentam ser as mais económicas, na maioria das vezes são perfeitas armadilhas. Veja sempre o preço por quilo ou por litro. Quantas vezes já vi mais barato duas embalagens de 500 gr. em vez de levar a de 1 kg.

• Aproveite os cupões e cartões de desconto de alguns hipermercados.

• Tenha sempre pão congelado disponível para o pequeno-almoço em casa.

• Antes de sair do supermercado verifique o recibo da compra, certifique-se que não cobraram artigos por valor superior ao da etiqueta na prateleira. Se tal acontecer reclame ou devolva o produto. Não pense desta forma “Ah! É só um euro,… não vou perder tempo a ir à caixa”.

• Nos produtos de limpeza e higiene experimente também as marcas brancas. Tire conclusões só depois de ter testado.

• Nas compras não essenciais pondere antes de comprar. Questione-se se precisa mesmo daquele artigo? Pergunte-se porque vai comprá-lo?

• Não caia na tentação de comprar tudo e mais alguma coisa a prestações. Evite ao máximo os créditos fáceis. Os juros a pagar são altíssimos e fica aprisionado a prestações durante meses ou anos. Junte dinheiro e compre depois.

• Evite ao máximo as compras com cartão de crédito sobretudo compras corriqueiras e alimentação. Reserve o cartão de crédito para uma necessidade justificada ou para pagamentos no estrangeiro.

• Pagamentos com notas e moedas dão-nos uma melhor percepção do dinheiro a desaparecer.

• Os escudos já nos deixaram há 10 anos, no entanto para ter uma boa percepção do exagero de alguns preços faça a conversão mental de euros para escudos e verá como muda de opinião quanto ao conceito de caro/barato.

• Se tiver familiares que tenham produtos frescos como frutas, hortícolas, azeite, vinho, etc… aproveite ao máximo para encher a sua dispensa. Qual é a mãe ou a avó que não dão ao seu filho ou neto com o maior carinho um fornecimento valioso destes produtos?

Como medir os resultados?


Se anotar sempre as suas despesas e mantiver uma pequena contabilidade pessoal, terá uma boa forma de medida. Ao implementar mudanças verá como estas se repercutem nas suas despesas mensais. Se tiver histórico de gastos de meses anteriores conseguirá perceber melhor os resultados.

Para os grupos de dicas seguintes aplica-se a mesma fórmula de medir resultados. Só com pequenos registos conseguirá perceber as variações dos gastos no antes e no depois.


4-Dicas sobre refeições fora de casa

• Almoce no trabalho. Esta dica é das que mais poupança lhe trará. Reduza ou anule mesmo as idas ao restaurante durante a semana laboral. Prepare refeições leves e simples que possa levar em caixas tipo tupperware. Leve também saladas e fruta. Faça refeições completas como se estivesse em sua casa. A melhor técnica é cozinhar um pouco mais ao jantar do dia anterior e levar no dia seguinte para o trabalho.

• Para almoçar no escritório, se ninguém o faz actualmente no seu local de trabalho, deixe-se de preconceitos e “vergonha” de mostrar a sua comida. Junte-se com colegas e faça um grupo para iniciar o “Almoçar no Escritório”.

• Peça ao seu empregador para comprar um microondas, uma chaleira eléctrica, alguns pratos, copos e talheres. Negocie e faça ver ao patrão que todos irão beneficiar, você poupa no seu orçamento e ao evitar saídas estará a horas no seu posto de trabalho ou até antes da hora, isso vai reflectir-se na sua produtividade.

• Se não conseguir o microondas gratuito junte-se com os seus colegas e comprem entre todos. Obtenha o acordo do seu empregador para obter um espaço para as refeições. Hoje em dia muitas empresas já tem pequenas copas ou áreas onde têm pequenos frigoríficos, máquinas de café, …

• Tome o pequeno almoço em casa. Se não conseguir leve para o trabalho pacotes de leite, cereais, iogurtes, sanduíches, etc… Uns simples 2 a 3 euros diários no pequeno-almoço no café do bairro consomem-lhe até 90 euros por mês. E depois compra-se sempre a caixinha de pastilhas elásticas, as bolas com brinquedos para as crianças, o tabaco,… ou seja , pode poupar mais que esse valor.

• Evite máquinas de venda automática de bolos, sandes, snacks e cafés. Leve os seus lanches de casa.

• Diminua as idas ao restaurante e aproveite efectivamente as vezes que vai para usufruir de momentos de lazer na companhia de amigos ou familiares.


5-Dicas sobre confecção de refeições em casa

• Aproveite as sobras de refeições para uma nova refeição ou reciclando-as para novos e interessantes pratos como quiches, empadão, omeletas, … existem 1001 receitas super criativas, consulte a net. Sobras de queijo podem ser raladas, sobras de cereais podem ser usadas em sobremesas.

• Não cozinhe me demasia, se lhe sobrar comida constantemente é um indício de que não está a ser eficiente.

• Cozinhe de modo a conseguir ter duas refeições, poupa tempo, gás, electricidade e água. Se não quiser comer o mesmo prato à refeição seguinte intercale com outra refeição.

• Existem pratos que podem ser cozinhados em quantidade e congelados para posterior utilização.

• Aproveite a água da cozedura de legumes, peixe ou carne para ter caldos ou bases de sopa.

• Reduza a quantidade de carne e peixe e compense com vegetais, além de mais nutritivo na maioria das vezes ingerimos excessos de proteínas, de calorias e de gorduras. Por exemplo pratos à base de peixe ou carne desfiados rendem bastante (bacalhau à Brás, empadão, saladas de frango desfiado, etc…).

• Faça sopa em grande quantidade e pode congelar porções individuais. Poupa tempo, energia, água e menos lavagens de louça.

• Mesmo em casa prefira pão com queijo ou fiambre em vez de produtos de pastelaria e snacks processados. É mais barato e mais saudável.

• Faça um planeamento antecipado das refeições que vai confeccionar durante a semana.


6-Dicas sobre transportes

• Se puder privilegie o transporte público.

• Para pequenos percursos perto de casa para quê ligar o carro para andar 200 metros? Caminhe, o exercício físico é fundamental em todas as idades.

• Tente abastecer gasolina em postos com promoções, desde que não fique longe da sua área de residência/trabalho.

• Nas suas viagens ao estrangeiro programe e investigue com muitos meses de antecedência. Busque o melhor voo e o melhor preço de hotel na categoria que pretende. Quanto mais cedo comprar uma passagem aérea mais barato lhe ficará. As companhias aéreas tradicionais e as low cost também fazem promoções. Esteja atento e compre no momento certo.


7-Dicas sobre diversão, lazer e outros gastos supérfluos

• Resista à tentação de comprar várias revistas semanais ou jornais diários. As grandes notícias são as mesmas nos vários média. Assista aos Telejornais das várias televisões e de um modo geral estará bem informado.

• Não abuse na compra de roupas, pode ser uma tentação altamente penalizadora para o seu orçamento, pode mesmo arruinar-lhe os ganhos de um ou vários meses. Será que usar uma camisola da marca mais conhecida a(o) fará mais feliz? Quase sempre a etiqueta da marca está no interior da peça, quem passa por si pode não identificar que veste a marca X ou Y. Existem marcas menos conhecidas com design de peças igualmente interessante e a preços muito mais acessíveis.

• As roupas e sapatos para crianças deixam de servir muito rapidamente, se tiver muitas vai constatar que no final da estação algumas peças acabaram por deixar de servir e foram pouco usadas.

• Não sucumba ao forte marketing das televisões por cabo. Pondere ou mude o seu pacote de serviços. Será que consegue ver todas aquelas dezenas de canais?

• Os passeios de fim-de-semana ao centro comercial terminam inevitavelmente numa compra muitas vezes evitável e não essencial. A lista de artigos que se desejam não tem fim, outra coisa é a lista dos artigos essenciais. Experimente os passeios ao ar livre e as caminhadas, descubra os recantos da sua cidade ou faça passeios às localidades vizinhas. Em vez de se fechar tardes e noites inteiras em shoppings pense nas imensas possibilidades de lazer para os seus fins-de-semana.

• Não compre por impulso. Necessita mesmo de ter 10 perfumes diferentes?

• Domine o seu telemóvel, não deixe que ele o domine a si. Resista à tentação de efectuar chamadas para dizer um simples “onde estás?”, “demoras muito?”, “entrei agora no autocarro”, “dentro de 5 minutos estou ai”. Lembre-se que no tempo em que os telemóveis apareceram (não foi assim à tantos anos) vivíamos bem sem eles. Use-o para as situações realmente necessárias.



8-Dicas sobre grandes compras

• Na sua família existe mesmo a necessidade de ter dois ou mais carros? Se um deles estiver praticamente parado para quê alimentar o lucro de seguradoras e todos os impostos inerentes a uma viatura?

• As compras de determinados bens ocultam determinados custos. Pense bem antes de tomar a decisão da compra. Por exemplo um carro novo não é apenas o valor do carro, não se esqueça da gasolina, das portagens, dos seguros, das revisões, das inspecções, avarias e multas. Custos esses que se vão manter anos atrás de anos. Até no final da vida do carro poderá ter que suportar o custo de abate.

• Assim como na compra de uma casa analise ao pormenor os custos de condomínio. E a distância para o seu local de trabalho que custos implicará? Gasolina? Um passe social? Por vezes uma casa um pouco mais cara é preferível se conseguir uma boa compensação em relação ao tempo/custo das deslocações.

• Opte por electrodomésticos eficientes e amigos do ambiente. Um electrodoméstico mais caro no momento da compra pode-lhe poupar a longo prazo muita energia e ter uma vida útil maior.


E estão assim expostas as dicas para que possa controlar melhor as suas finanças pessoais. Dispor-se a começar só depende de si. Entenda isto como um desafio pessoal, não como um fardo. Verá que conseguir resultados dos nossos objectivos é compensador.

Enviaram dicas para este desafio os seguintes blogues / participantes:

Blogue e autor:



Cozinha Sem Tabus  -  Miguel

De Cozinha em Cozinha Passando Pela Minha - Carla

Delícias e Companhia - Manuela
 
Eu Mulher - Ana Kaddja 
 
Meu Report Culinário - Raquel

Sabores Com Cor - Tartaruguinha97

Vai Uma Fatia? - Catarina

(sem blogue) - Cláudia

(sem blogue) - Cristina

(sem blogue) - Margarida Alves

(sem blogue) - Sara Soares


Deixem os vossos comentários e opiniões, se se lembrarem de mais dicas deixem em comentários. Divulguem este post. Obrigado a todos.
Related Posts with Thumbnails